Beleza

Flash tattoos viram febre em eventos badalados; invista sem se arrepender

Divulgação
Tatuagem de Rico Fogaça realizada em evento Imagem: Divulgação

Helô Oliveira

Colaboração para o UOL

03/11/2016 14h47

Tatuagem é pra sempre. Quer dizer, você pode até recorrer a técnicas de remoção, mas, acredite, dá um trabalho danado. Por esse motivo, muita gente tem receio de encarar a agulha e passa meses planejando e escolhendo o profissional ideal. Porém, se arrependimento não faz parte do seu vocabulário e você curte a adrenalina do inesperado, vale a pena se informar sobre as flash tattoos. O nome já diz tudo: é uma tatuagem feita num instante, você só precisa escolher o desenho e correr pro abraço.

Na São Paulo Fashion Week de 2015, o tatuador Rico Fogaça fez a alegria dos convidados ao oferecer seus desenhos gratuitamente, como parte de uma ação de uma marca de energéticos. “A aprovação do público foi imensa e rolou uma disputa enorme para conseguir um horário”, lembra Fogaça.

Outro evento superbadalado que aposta nas flash arts para agradar o público é o Lollapalooza. Foi lá que a administradora Rafaella Cosenza se jogou ao desconhecido e estampou o braço com o tatuador Chiquinho, do Studio Soul Tattoo. E não é que deu certo? Em 20 minutinhos, Rafaella saiu do estande com a palavra “positivity” marcada no corpo. “Escolhi essa tattoo porque tem a ver com minha filosofia de vida. Ficou incrível”, comemora. Além de levar a ideia para eventos pontuais, tatuadores têm se reunido para realizar os chamados flash days, em que o público consegue ter um contato maior com estúdios e desenhos autorais.

As vantagens da tattoo express
Um dos grandes atrativos das flash tattoos é o preço camarada. Elas podem sair por menos da metade do valor de uma tatuagem tradicional. É possível aderir à febre por 100 reais, sendo que o preço aumenta de acordo com o desenho. Fogaça, por exemplo, trabalha na faixa de 150 a 400 reais --isso se você não tiver a sorte de participar de uma ação gratuita, como foi o caso da SPFW.

A vantagem financeira foi o que impulsionou a jornalista Isabella Delbucio a experimentar a novidade. Ela gostou tanto que já coleciona quatro flash tattoos, feitas em dois eventos. “Fiz as duas primeiras com o Lucas Mendes, em um evento realizado pelo estúdio Secret Door, em São Paulo. Já conhecia o trabalho do Lucas, então me senti segura”, conta. Na ocasião, Isabella tatuou uma cigana no antebraço esquerdo e uma rosa no braço direito. Já no segundo flash day, no estúdio True Love, ela escolheu um cavalo para o joelho esquerdo e um elefante para a panturrilha direita --todas seguem o estilo old school, um dos mais pedidos pelos clientes.

Segundo Fogaça, os profissionais só têm a ganhar com a nova onda. “Essas ações possibilitam que o tatuador aumente, e muito, a base de clientes. Além disso, seu trabalho pode chegar a um número bem maior de curiosos, que talvez tivessem receio de ir ao estúdio em outro momento”, analisa. Essa também é uma oportunidade única para o tatuador colocar em prática artes que gostaria de executar, mas ainda não teve chance. “É claro que é preciso ter bom senso para saber se aquele desenho tem apelo, caso contrário ninguém vai querer fazê-lo”, diz.

Segurança em primeiro lugar
Muitas vezes, os flash days são realizados em lugares abertos, com grande circulação de pessoas, o que aumenta o risco de contaminação. “Para fugir do problema, sugerimos que as pessoas façam tatuagens pequenas. Quanto maior for o desenho, mais tempo demora a ficar pronto e, consequentemente, maior o tempo de exposição a bactérias”, alerta Fogaça.

“Geralmente, ofereço desenhos simples e pequenos, em que uso, no máximo, duas agulhas”, acrescenta a tatuadora Mariana Fiore, de São Paulo. Cabe ao profissional fazer o possível para montar uma estrutura semelhante à disponível nos estúdios, de preferência fechada e com pouca movimentação de ar. “É fundamental chegar ao local antes e limpar o ambiente com produtos de esterilização”, aconselha Mariana.

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Antúrio tatuado por Mariana Fiore Imagem: Divulgação
Para não se arrepender
Quem se dispõe a enfrentar o desafio deve ter em mente que, ao contrário das tatuagens regulares, desenvolvidas exatamente de acordo com o que você quer, as flash não podem ser modificadas e nem redimensionadas. Sem contar que você precisa escolher o desenho no ato, sob certa pressão.

“Acho que tudo depende da forma como você encara a situação. Para mim, escolher um desenho na hora, com base no que você sentindo naquele momento, é muito interessante”, reflete Isabella. Ela dá uma dica: nem sempre esses eventos permitem que você escolha quem irá fazer a tatuagem, então procure checar se o profissional está familiarizado com o estilo que você curte. “Se achar que ele não tem o traço daquele desenho específico, escolha outro”, indica. Para reduzir as chances de arrependimento, vale pesquisar sobre o estúdio e os tatuadores que participarão da ação com antecedência.

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