Beleza

3 alertas para quem quer fazer micropigmentação nas sobrancelhas

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Imagem: iStock

Andressa Zanandrea

Do UOL, em São Paulo

24/03/2017 16h29

Com as promessas de realçar o olhar e deixar o rosto mais harmonioso, a micropigmentação de sobrancelhas se tornou uma febre. É um dos procedimentos estéticos mais procurados pelas brasileiras, famosas ou anônimas. Mas antes de fazer, é preciso ter cuidado ao escolher o lugar e ter certeza do que quer -- já que o resultado dura, pelo menos, de seis meses a um ano.

Um dos problemas do método é que o resultado final da sobrancelha "permanente" pode não agradar. "Há muitos casos em que a pessoa fica mais insatisfeita com o depois do que com o antes. Tem que ter muita segurança, porque uma vez que a micropigmentação é feita realmente é difícil de desfazer. Não deixa de ser uma tatuagem", alerta o dermatologista Abdo Salomão Jr.

Não são raros os casos em que o resultado fica com efeito chapado, tom errado ou desenhos artificiais. Mas por que há tantos erros? "Podem ser vários motivos: a tinta, a técnica usada pela pessoa e até o aparelho usado. Não indico muito a técnica feita com tebori, pois o traço fica mais agressivo com ele. Com o dermógrafo, o resultado é mais preciso e natural, pois não atinge uma camada tão profunda da pele", explica Fatima Bahia, especialista em micropigmentação há 20 anos, que cuida de famosas como Grazi Massafera e Vanessa Giácomo.

Vale ressaltar que o procedimento não é indicado para quem tem alergia a algum pigmento, nem para grávidas, pacientes com diabetes não controlado e para pessoas com doenças de pele em tratamento. A seguir, especialistas e clientes listam os maiores alertas para quem quer optar pela micropigmentação nas sobrancelhas. 

Escolha clínicas confiáveis

O dermatologista Abdo Salomão Jr. recomenda procurar lugares especializados, com profissionais habilitados e que usem materiais esterilizados, descartáveis e novos, incluindo luvas e agulhas. Esses cuidados evitam contaminações e infecções mais sérias, como hepatite B e C e até mesmo pelo vírus HIV. "Na micropigmentação, microagulhas penetram na pele, então evite fazer em salão de cabeleireiro. O recomendado é fazer o procedimento em clínica estética, em ambiente específico para isso, com aprovação da Anvisa para esse tipo de tratamento. E ter referência do profissional que faz", complementa.

Há seis anos, a cabeleireira paulista Rosana Martins, de 30 anos, cuidou das sobrancelhas com uma tatuadora, mas o resultado deixou a desejar. “Na época, não tinha noção de que estava errada. O desenho era ridículo, com formato que não existe. Até me deixava velha. Além disso, a cor ficou roxa, porque ela usou pigmentos de tatuagem misturados. Eu tinha que passar lápis marrom todos os dias para corrigir a sobrancelha.”

Para consertar o estrago, a cabeleireira teve que passar por cinco sessões de despigmentação e micropigmentação, em uma instituição especializada. O tratamento acabou em 26 de janeiro e hoje ela comemora o novo visual. “Gostei muito. Só de não ter de passar lápis, já fico muito feliz. Tudo mudou: a maquiagem fica melhor, as fotos saem bem, o olhar ficou realçado...”

Podem haver falhas e manchas

Quando se faz a micropigmentação, há riscos de manchas -- por isso é recomendado retoque um mês depois da primeira sessão -- e de os pelos pararem de crescer na região. "A tinta é colocada no local muito próximo ao bulbo capilar, de onde saem os fios das sobrancelhas. Mas depois o crescimento volta", explica o dermatologista.

Isso aconteceu com a atriz Kelly, de 31 anos, de São Paulo. Depois de fazer a micropigmentação com uma amiga que fez um curso, ela passou a sofrer com falhas. "Já tinha algumas, mas depois que fiz, piorou. Tem lugares que meus fios não crescem mais. Tenho de retocar com sombra, porque tenho vergonha. Não posso nem fazer a sobrancelha, porque está fina, falhada, horrível", conta. O pigmento também não pegou bem. "Ficou manchada e a cor, estranha. Sofri muito com a dor e no fim não ficou do jeito que eu esperava."

Fatima Bahia explica que é possível neutralizar os tons com tintas específicas. "Se estiver rosado, usa-se um pigmento castanho esverdeado, já que a cor verde anula o vermelho. Se estiver acinzentada, uso tons alaranjados, que melhoram o visual em 100%."

Ter cuidado com a qualidade da tinta usada

O dermatologista Abdo Salomão Jr. alerta que o pigmento usado deve ser de altíssima qualidade e aprovado pela Anvisa. "Esse é o principal cuidado. Se não, há grande risco de se estar colocando na pele algum produto que depois vai desencadear um processo tardio de alergia ou até infecção", explica.

É importante que as pessoas não usem ácido e nenhum outro produto por conta própria para clarear a tinta em casa, pois isso poderá agravar ainda mais a situação. O ideal é consultar um dermatologista que irá indicar o método de correção mais adequado para o caso.

Mas nem sempre o dermatologista consegue reverter a micropigmentação com poucas sessões de laser. É o caso de Juliana, de 30 anos, que ainda está em processo de tartamento. Desde 2013, ela convive com sobrancelhas das quais tem vergonha: por conta de um procedimento malsucedido, escureceu os cabelos loiros e não tira mais fotos. "Minha intenção era fazer algo para economizar tempo e dinheiro, porque preenchia as sobrancelhas todos os dias. Foi uma das piores coisas que já fiz na vida!”, conta, sobre a micropigmentação feita em uma unidade de uma conhecida rede nacional em Salvador (BA).

Juliana estranhou que o procedimento foi feito à mão livre, sem medição, mas confiou na profissional. “Minha vida mudou desde então. Os problemas foram a falta de simetria, a cor muito escura para minha pele e o formato grosseiro. É desesperador!” As promessas eram de que a cor ficaria mais clara com o tempo e durasse um ano e meio. “Fiz três sessões de laser, mas nada melhora. Estou muito infeliz porque chama muita atenção. Pessoas que nem me conhecem perguntam o que fiz na sobrancelha... É muito constrangedor. Para sair, faço um ritual de camuflagem com maquiagem, que me deixa com aspecto extremamente artificial. É um peso enorme que carrego no meu rosto.”

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