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Silicone com chip promete mais segurança na cirurgia de aumento dos seios

Divulgação
Implantes de silicone com chip Imagem: Divulgação

Débora Lublinski

Colaboração para o UOL, em São Paulo

02/05/2017 04h00

Chega ao Brasil um modelo de implante de silicone inteligente, que promete garante mais segurança às pacientes e também aos médicos. Um microchip de cobre revestido por vidro foi encapsulado dentro das próteses de mamas da marca Motiva Implants como um recurso, biocompatível e seguro, para armazenar dados. A novidade recebeu o registro da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no final de março e as primeiras cirurgias estão previstas para este mês. Na Europa, implantes com chip são usados há sete anos.

"Por meio de um aparelho portátil que lê as informações do microchip, é possível ter acesso, de forma rápida e não invasiva, a dados importantes, como o nome do fabricante, o lote, a data de fabricação, o modelo e o tamanho da prótese", explica Alexandre Mendonça Munhoz, professor livre docente de Cirurgia Plástica da Universidade de São Paulo (USP).

Para Karina Giglio, cirurgiã plástica de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, esse é um grande avanço, pois muitas vezes os dados se perdem. "Após alguns anos, a paciente troca de médico e não sabe dizer a marca nem o tamanho da prótese dela. Ter essas informações facilita o trabalho do cirurgião no caso de uma troca do implante e dá mais proteção às mulheres", afirma. 

Em um futuro próximo, será possível também avaliar outros parâmetros, como a temperatura e a pressão interna do implante, o que pode diagnosticar casos de contratura capsular ou ruptura da prótese -- complicações mais frequentes na cirurgia de aumento de mamas -- sem precisar de exames de ressonância magnética.

Tanta tecnologia tem um preço: "O valor da cirurgia com esse tipo de prótese pode subir em torno de 20%. Mas o custo compensa pela segurança e por saber a origem do produto", acredita Karina Giglio.

Menos problemas

Além do microchip, a nova prótese traz outra evolução histórica da cirurgia plástica: a nanotextura. Por meio da nanotecnologia, cientistas da Universidade de Manchester, no Reino Unido, desenvolveram esse tipo de superfície com o objetivo de diminuir os riscos de infecção e contratura capsular -- formação de uma espécie de cicatriz ao redor da prótese, que pode causar deformação e a ruptura dela, além de desconforto e dor.

De acordo com o estudo da universidade, com a prótese nanotexturizada a incidência de casos de contratura capsular em um período de oito a dez anos caiu de 10% a 2%. "Não tínhamos nenhum grande avanço nesse sentido há cerca de 30 anos", comemora o cirurgião plástico Alexandre Mendonça Munhoz.

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