Beleza

Arrependida da tatuagem? Entenda como é feita a remoção da tinta a laser

Arquivo Pessoal
O DJ Breno Coutinho se arrependeu da tatuagem; à direita, resultado após 4 sessões de laser Imagem: Arquivo Pessoal

Aretha Yarak

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/07/2017 04h00

Em maio de 2016, o DJ Breno Coutinho, 33, entrou pela quarta vez no mesmo estúdio de tatuagem. O plano era fazer asas na nuca, mas o resultado foi uma decepção. “O desenho ficou diferente do que eu havia pedido, e uma das asas, torta”, conta. Um mês depois, começou a remover a tattoo. “Quero apagar essa e fazer uma nova, do jeito certo”, comenta ele, que já fez quatro sessões de laser.

O aparelho quebra a tinta em partículas menores, que são absorvidas pelas células de defesa e eliminadas pelo fígado. Quanto mais profundo o desenho estiver na pele, mais difícil será o processo. O laser de picossegundos é o mais eficaz: quebra a tinta com mais facilidade e vai mais a fundo. É, em tese, o único que apaga todas as cores. Além dele, há outros aparelhos que podem ser combinados para fazer a remoção, como o de nanossegundos (Q-Switched), o Dye Laser, o de rubi e o de alexandrita.

São necessárias de três a até mais de 20 sessões para remover um desenho, segundo a dermatologista Valéria Campos, especialista em laser pela Harvard Medical School, nos Estados Unidos. E não há garantia de apagar tudo: em quase metade dos casos, ele fica bem mais claro, mas não sai totalmente. “Existem algumas variáveis para o sucesso, como a qualidade da tinta e da tatuagem. A preta é a que sai com mais facilidade", explica.

Apagar dói mais do que fazer a tatuagem

O processo para apagar a tatuagem dói tanto ou mais do que para fazer o desenho. “É quase insuportável”, afirma Breno. Segundo o DJ, a única diferença é que o procedimento é bem mais rápido, e, por isso, tolerável. De acordo com Valéria Campos, a dor serve para medir a eficácia do tratamento. “Quanto maior ela for, melhor o resultado. É sinal de que o laser está acertando a tinta”, diz.

Após a sessão é comum surgirem bolhas de ar no local. Algumas técnicas mais modernas permitem que uma nova aplicação seja feita cerca de 20 minutos depois da primeira, quando as bolhas murcham. Isso agiliza o processo de remoção da tatuagem.

Maquiagem definitiva pode mudar de cor

Para quem pretende apagar maquiagens definitivas, fica um alerta: algumas cores correm o risco de escurecer, como os tons avermelhados. “O laser pode mudar o pigmento e o vermelho acabar em preto”, ressalta Valéria. A dica da dermatologista é fazer um teste em pequenas regiões ou locais mais discretos.

Outras técnicas são mais arriscadas

O laser é a forma mais eficaz e segura para retirar a tinta do corpo, mas há outras técnicas, como cirurgia, dermoabrasão, salabrasão, criocirurgia e laserterapia. Estas últimas causam a destruição do tecido, deixando uma cicatriz no lugar. Com o laser, o risco de complicações, como cicatrizes, mudança nas cores e reações alérgicas, é mais baixo.

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