Tem violência contra a mulher que nasce no ambiente corporativo —entre crachás, reuniões e relações de poder. Aparece no assédio, na interrupção, na humilhação tratada como brincadeira. E tem aquela que acontece em casa, mas bate ponto todo dia no escritório. Porque chega no atraso, na falta, no silêncio. Apesar de diferentes, ambas dizem respeito à empresa, pois deixam rastros parecidos: queda de rendimento, afastamento e, inclusive, prejuízo, de acordo com Fayda Belo, advogada especialista em direito das mulheres e consultora corporativa, que marcou presença na 10ª edição do Universa Talks, realizada em 29 de agosto, em São Paulo.