Casa e decoração

Mais que descanso: bancos e cadeiras agrupam funções e economizam espaço

Thalita Peres

Do UOL, em São Paulo

Móveis não servem apenas para deixar o ambiente mais bonito e agradável. Cada vez mais, as peças são pensadas para ter diversas funções e ser mais compactas. O prêmio italiano A'Design elege os melhores produtos em 100 categorias segundo uma seleção bienal, mas os candidatos têm duas chances por ano para conquistar a honraria. Entre os premiados do período 2014-2015, quatro assentos se destacam por se desdobrarem em mais de um uso. No dia 15 deste mês, o juri divulga os vencedores "2015-2016".

  • Imagem: Divulgação
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    Hora do descanso

    O designer Stéphane Leathead desenvolveu uma poltrona 'mutante' que pode ser usada em quatro posições. O canadense criou uma peça conceito com base em apenas dois materiais: lâminas de madeira (bétula báltica) e alumínio. Batizada de Exocet, a chaise é formada por uma série de ripas entrepassadas e interligadas pelo cilindro central, que permite que duas pessoas se sentem confortavelmente (foto), que o móvel se torne uma cadeira de balanço ou que ele se configure como uma cadeira alta.

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    Inspiração holandesa

    Na infância, o designer Xian Huang era obcecado por moinhos de vento e ao ser inspirado pelas hélices, criou o banco Windmill. Utilizando chapas de metal (última versão do móvel), o desenhista desenvolveu um origami que pode ser usado como um banco de três pés (capaz de sustentar o peso de um adulto) e, ao mesmo tempo, organizar revistas e livros em seus recortes.

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    Mamãe e bebê

    Não pense que a Ru Chair é apenas uma cadeira de madeira. Com capa de almofada confeccionada em algodão orgânico, sem tingimento químico, e madeira, o assento é "dupla face" e, ao ser virado de ponta-cabeça, serve como cadeirinha para bebê. Crianças, a partir de três meses, podem se sentar no cadeirote criado pela designer Lotta Tu, que conta com um cinto de segurança.

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    Escultura em casa

    O cadeira Cortesia demorou 15 anos para ser desenvolvida. O designer Pedro Quintela, depois de se aventurar pelo mundo em uma viagem, se inspirou na fibra do cabelo humano para desenhar a peça, que mais parece uma escultura. Apenas pela mudança de apoio no chão, Cortesia pode assumir quatro posições, que determinam e permitem o uso como cadeira, banco ou poltrona. Depois de muitos esboços, a criação do português em fibra de vidro ganhou acabamento brilhante.

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