Casa e decoração

Feira de construção apresenta materiais mais duráveis e de baixo impacto ambiental

VLADIMIR MALUF

Enviado especial ao Rio

20/11/2010 09h08

Materiais de construção, sobretudo duráveis e que poupam recursos naturais, ocuparam os corredores da 15ª Feira Construir Rio, realizada entre os dias 17 e 20 deste mês na capital fluminense. Os preços, muitas vezes, superam os dos itens mais conhecidos do mercado. Porém, grande parte das mais de 300 marcas expositoras quer provar que vale a pena investir em opções que exigem menos manutenção, apesar do custo um pouco mais elevado. Mas ser mais caro não é uma regra. Alguns materiais têm valores compatíveis ou inferiores e vantagens para o bolso e para o meio ambiente.

Um deles é a chamada madeira plástica. O revestimento para pisos imita as tradicionais tábuas que compõem os decks de piscina, por exemplo. Um dos pontos positivos é que ele não pede manutenção – enquanto os naturais necessitam ser impermeabilizados a cada seis meses, em média. O aspecto é bem semelhante ao da madeira e o preço varia de R$ 109 a R$ 131 o metro quadrado.

Uma das fabricantes desse tipo de revestimento, a Ecowood, defende que o material, além de imperecível, poupa a natureza. Segundo a empresa, para fazer um deck de 100 m² com madeira são necessárias duas árvores inteiras. O piso reciclado, além de não derrubar nenhuma, tira da natureza 2,2 toneladas de lixo plástico, pois é com ele que o produto é composto.

Outro material que dispensa cuidados são as telhas feitas por meio do mesmo processo dos pisos cerâmicos. Elas não descascam e dispensam pintura, mesmo após anos de instalação. A Icetec, que expôs o modelo Terracota na Construir, produz a telha feita de argila em oito opções de cores: branco, verde oliva, grafite, caramelo, marfim, pinhão, ravena (um tom de amarelo) e cinza claro.

  • André Durão/UOL

    Telhas da linha Terracota, fabricadas pela Icetec, apresentadas durante a feira Construir Rio

Em iluminação, as lâmpadas de LED estiveram em destaque. Seus fabricantes se esforçam para mostrar que, apesar de inicialmente mais caras que as incandescentes ou fluorescentes, elas são mais econômicas a longo prazo. Mais modernas, essas lâmpadas consomem menos energia e duram mais do que as suas antecessoras.

Na feira, os LEDs apareceram nas mais variadas cores. Chamava a atenção a recém-lançada RGB, uma lâmpada charmosa por ter o formato das antigas incandescentes e emitir grande variedade de cores em um único produto. Ela vem com um controle remoto que possibilita escolher o tom da iluminação. A novidade exposta pela LumiLed não tinha o preço definido, mas não deve chegar ao consumidor por menos de três dígitos.

As tintas específicas para drywall também fizeram sucesso. Por ter a superfície mais porosa, o drywall absorve mais tinta, o que aumenta os gastos com pintura e o resultado nem sempre é bom –deixando as paredes com aquele aspecto de que faltou repetir a demão. A Coral, por exemplo, tem um produto destinado a esse tipo de construção, dentro da linha batizada de Decora. A empresa garante resultados melhores em relação às convencionais.

Da mesma linha, outros produtos foram lançados pela marca. A tinta branca com partículas que refletem a luz, chamada de Decora Luz & Espaço, promete deixar as paredes mais claras e, com isso, potencializar a luminosidade dos ambientes. Tintas com efeito acetinado, texturas e que atendem outras exigências do consumidor também foram apresentadas na Construir, como Zero Odor, Chega de Mofo e Sol & Chuva, cujos nomes são autoexplicativos.

A Construir Rio de Janeiro

A 15ª edição da Feira Construir Rio foi realizada entre os dias 17 e 20 de novembro de 2010, no complexo de eventos Riocentro, no Rio de Janeiro. A expectativa da feira é gerar R$ 90 milhões em negócios ao receber 60 mil visitantes. O evento anual é direcionado a lojistas e profissionais que atuam no mercado de arquitetura e construção.

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