Jardinagem e paisagismo

Forrações: saiba mais sobre essas plantas delicadas e aprenda a cultivar e cuidar

Divulgação
Maranta bicolor (maranta bicolor) e Maranta leuconeura (barriga de sapo) - muitousada para jardins internos Imagem: Divulgação

Simone Sayegh

Do UOL, em São Paulo

Sabe aquelas plantas de pouca altura que forram grandes espaços de terra no jardim? Elas formam um tipo de cobertura vegetal comumente chamado de forração e que nos remete a um verde e extenso gramado. No entanto, o termo forração é mais utilizado para designar espécies que não são resistentes ao pisoteio e muitos paisagistas e jardineiros não incluem os gramados nessa categoria.

De acordo com a paisagista Heloiza Rodrigues, da empresa A Prima Plantarum, são chamadas de forrações todas as espécies ornamentais que têm como objetivo cobrir toda a terra de um canteiro, de um vaso, ou de uma área extensa do jardim, funcionando como um verdadeiro tapete vivo.

Já para o paisagista Paulo Cezar Heib, autor do blog Flores e Plantas, se a mesma espécie aplicada como forração em um jardim for usada em um vaso ou canteiro, deixa de ser assim designada: “basicamente, o termo está associado à planta que cobre diretamente o chão”, explica.

Como não podem ser pisoteadas, essas espécies são ideais para serem plantadas ao redor de árvores e sob pequenos bosques sombreados, já que possuem uma altura relativamente baixa, de cerca de 30 cm.

As forrações também protegem o solo de barrancos e taludes das erosões provocadas pelas chuvas e agem contra o ressecamento causado pelo calor. Além disso, auxiliam a absorção da água pluvial de maneira a evitar que o excesso se acumule no terreno.

“Elas complementam o projeto paisagístico, acrescentam cor e textura ao espaço e são melhor opção [para a manutenção do espaço drenável do solo] do que pisos impermeáveis ou pedriscos soltos, que tendem a  aumentar a irradiação do calor e a temperatura do local”, esclarece Heib.

Assim como a maior parte das plantas, as forrações podem ser divididas em opções a pleno sol e outras que se adaptam para a cobertura de locais sombreados, onde dificilmente um gramado comum se desenvolveria. “Essas espécies apreciam a luz indireta, filtrada, e se desenvolvem muito bem sob as árvores”, diz Rodrigues.

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