Casa e decoração

Banheiros com pouca ventilação precisam de um exaustor; veja como instalar

Karine Serezuella

Do UOL, em São Paulo

27/08/2015 07h00

Seu banheiro ou lavabo tem janelas? Já passou pela sua cabeça que talvez a circulação de ar seja ineficiente? A eliminação de odores desagradáveis, de poluentes e do excesso de umidade (que pode propiciar a proliferação de fungos e bactérias) é fundamental para a boa higienização desses locais. Em residências onde o cômodo tem ventilação escassa ou pior, não possui janelas para um arejamento natural permanente, o uso de um exaustor se faz necessário. O equipamento promove a renovação do ar e garante um espaço salubre.

O UOL Casa e Decoração consultou especialistas e explica como esse aparelhinho funciona, como pode ser instalado e se ele deve ser previsto em projeto, antes da construção, ou se pode ser incluído em uma reforma. Tire suas dúvidas!

Como funciona

O exaustor transfere mecanicamente o ar do cômodo para o ambiente externo através de um conjunto formado por motor e hélices, alimentado pela eletricidade. Os modelos disponíveis variam de acordo com a potência do equipamento e a forma de instalação, que pode ser na parede ou no teto. Mas de modo geral, três partes básicas compõem o aparelho: a grade interna de acabamento, o exaustor em si (motor e hélices) e o cone do duto para saída do ar.

Para colocação em forros de gesso rebaixados, você vai precisar comprar, também, um tubo flexível e corrugado de alumínio, para a condução o ar para fora do ambiente residencial. Em instalações na parede, adicione à lista uma grade externa com tela de proteção, para evitar a entrada de insetos no cômodo pela abertura do exaustor.

Com relação ao acionamento do apetrecho, você tem algumas opções: instalá-lo com um sensor de presença que liga o sistema automaticamente, assim que alguém entra no cômodo; conectá-lo a um interruptor exclusivo para a ativação manual; ou, ainda, ligá-lo ao interruptor de luz do banheiro ou lavabo. Uma quarta alternativa, menos usual, é utilizar um temporizador programado para manter o exaustor ligado por alguns minutos após a saída do usuário.

Para a manutenção periódica não há complicação: use, apenas, aspirador de pó, seguido de pano úmido com sabão neutro. Para a limpeza profunda, porém, contrate um técnico especializado que faça a desmontagem do exaustor e a higienização das peças.

Onde e como instalar

O melhor local para colocar o dispositivo, seja no teto ou na parede, é aquele que possibilite a saída de ar mais eficiente: por exemplo, o ponto que demande menos distância para a eliminação dos vapores. Os manuais desses produtos sinalizam o volume de vazão (m³ por hora) ideal e trazem a recomendação de dimensão do ambiente (em m²). No entanto, além do tamanho do espaço, a escolha vai depender muito do projeto arquitetônico, por isso, consulte sempre um arquiteto ou engenheiro para definir o melhor modelo e a forma de instalação mais adequada.

Posso incluí-lo numa reforma?

Em termos gerais, você pode instalar o exaustor a qualquer momento, mas lembre-se que a colocação deve ser considerada uma reforma (mesmo que seja rápida), com cortes no forro de gesso e/ou na alvenaria. Por isso, não deixe de contratar um profissional habilitado para o serviço.

No caso de apartamentos onde a alteração da fachada não é permitida, o tubo flexível pode ser direcionado até um caixilho existente, onde um pequeno pedaço de vidro será substituído por uma placa de alumínio, que será perfurada para receber o duto de ar. Mas antes de tomar qualquer decisão, fale com o síndico para verificar se existem regras preestabelecidas sobre a colocação de exaustores.

O consumo de energia

De acordo com dados da AES Eletropaulo, em banheiros onde um exaustor com potência de 15 watts permanece ligado cinco horas a cada dia, o consumo mensal equivale a um custo de R$ 0,98 (considerando a tarifa residencial da companhia de energia do estado de São Paulo, sem incluir impostos). Para garantir maior economia, a empresa recomenda acionar o equipamento junto ao interruptor da luz.

Fontes: AES Eletropaulo; Flavio Inserra, arquiteto do escritório de arquitetura Cena Set e Lourdes Printes, engenheira e diretora da LCP Engenharia & Construções.

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