Casa e decoração

Medo de fogos de artifício de cães e gatos pode ser minimizado

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Cães e gatos sofrem com o barulho dos fogos de artifício e com o estrondo dos trovões Imagem: Getty Images

Simone Sayegh

Colaboração para o UOL, de São Paulo

17/12/2015 07h01

Campeonatos de futebol e grandes celebrações como Natal e Ano Novo dividem uma característica comum: fogos de artifício. Rasgando o céu com cores, luzes, e estrondos, esses artefatos podem divertir as pessoas, mas raramente têm o mesmo efeito sobre animais. Grande parte desse incômodo vem da natural superaudição que nossos amigos domésticos, como cães e gatos, têm.

Humanos são capazes de captar frequências auditivas entre 20 e 20 mil Hz, enquanto um cachorro capta entre 40 e 60 mil Hz, além de possuir músculos na orelha que o capacitam a ouvir tais sons mais rapidamente. Em outras palavras, o que para nós é só um ruído alto, para os cães pode ser um estrondo que tende a acarretar uma intensa resposta emocional, como o medo e o estresse.

As reações

Para saber se seu cãozinho ou gato sofre com o barulho alto, observe as reações do bicho. Se ele começar a salivar excessivamente, latir sem parar, colocar as orelhas para trás, arregalar os olhos, se curvar, procurar se esconder em lugares escuros, suar e até tremer, saiba: ele está sofrendo.

Para minimizar o desconforto, em primeiro lugar, é preciso que o dono reconheça o problema. A postura de forçar o animal (cão ou gato) a passar pelo medo para torná-lo mais forte não surte efeito. O bicho sente um pavor real, que causa reações físicas, e o que ele mais precisa nessa hora é de proteção. Se o pet começar a segui-lo pela casa toda, se esconder entre suas pernas como uma criança ou correr para debaixo da cama, não ignore estes sinais. O medo altera os batimentos cardíacos e a frequência respiratória, e, em longo prazo, pode trazer consequências cardiovasculares negativas.

O que fazer?

Existem medidas importantes e efetivas que podem ser tomadas pelos proprietários ou cuidadores. A primeira delas é um pouco óbvia, mas necessária: evite levar seu animal de estimação para eventos nos quais haverá fogos de artifício. Você pode até querer a companhia dele, mas o que ele quer mesmo é fugir dali o mais rápido possível.

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Não ignore as reações de medo do seu bichinho, o sofrimento dele é legítimo Imagem: Getty Images
Mantenha-o dentro de casa ou em um lugar onde ele estará seguro dos perigos até que as atividades se encerrem. Feche bem cortinas e janelas, para abafar o som. Você também pode colocar algodão e, até, fones de ouvido nas orelhas do animal, mas não deixe a música alta! Também é possível criar um som neutro, um barulho de fundo que disfarce o som dos fogos, com música ou, mesmo, o ruído de um ventilador ligado.

Outra medida é usar nos cães roupas mais justas nesses dias (se a temperatura permitir). Eles se sentem mais protegidos, como se abraçados pelos donos. Além disso, vale a velha dica de oferecer um petisco gostoso e não usual ao animal, como um presente, e tentar distraí-lo com alguma brincadeira. Mas se ele não quiser, não insista.

Casos extremos

Para cães muito assustados há terapias comportamentais. Elas podem ajudar o bicho a suportar o intenso barulho e o estresse decorrente, mas o processo exige um pouquinho de paciência dos donos, pois são extensos.

E como prevenir é o melhor remédio, uma boa prática é começar a expor os filhotes desde cedo a esses ruídos de uma maneira controlada, para que se acostumem com o inevitável: procure vídeos de fogos de artifício na internet e coloque-os bem baixinho para que eles ouçam, durante cinco minutos, em dias alternados.

Se a reação do animal for positiva, aumente o som com muita cautela. Vai chegar o momento em que o bichinho irá se acostumar com o barulho e estará mais preparado para enfrentar esses dias “de trovão”.

Fontes: Carolina Rocha, veterinária especialista em comportamento animal, e Rosangela Ribeiro Gebara, gerente de programas veterinários da WSPA – World Animal Protection.

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