Construção e reforma

Aquecer a piscina de casa é possível e não tão caro quanto parece

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A piscina de casa pode ser aproveitada mesmo nos dias de frio, basta aquecê-la Imagem: Getty Images

Bruno Loturco

Colaboração para o UOL, em São Paulo

30/06/2016 16h01

O verão foi embora, mas você não precisa deixar de aproveitar a piscina. Mesmo que ela esteja ao ar livre, aquecedores residenciais são capazes de manter a temperatura da água agradável: entre 26°C e 28°C, para tanques usados por adultos, e até 33°C, caso a piscina seja aproveitada por bebês. Veja quais as principais opções no mercado e como escolher o tipo ideal para sua casa e seu bolso.

Escolha bem

Os aquecedores para piscinas mais comuns são alimentados por gás, eletricidade (o chamado "bomba de calor") e energia solar. Geralmente, a melhor solução é a híbrida, ou seja, a que combina dois tipos de alimentação, como solar associado à bomba de calor. Assim, sempre que tiver aquecimento provido pelo sol, o sistema desliga a parcela movida à energia elétrica, economizando.

Para escolher o aquecedor mais adequado, porém, um estudo técnico deve ser feito: as dimensões da piscina, sua forma construtiva, o clima da região, os hábitos de uso e o espaço existente para as instalações (que devem ser feitas por profissionais especializados) são os fatores a serem levados em conta. Qualquer que seja o tipo, procure adquirir equipamentos com o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro)

Tipos

  • Solar: o aquecedor solar dura, em média, 20 anos e aproveita uma fonte renovável de energia: a luz do sol. A desvantagem é que, em épocas muito nubladas, seu funcionamento é prejudicado e, inicialmente, o valor da instalação é maior.
  • Bomba de calor: também chamado de 'trocador de calor', este aparelho converte calor de baixa temperatura em calor de alta temperatura, ou seja, o equipamento absorve e processa o calor do ar (mesmo quando o tempo está frio) evaporando, comprimindo, condensando e expandindo continuamente o fluido para que a água seja aquecida. O processo é o inverso do utilizado pelos condicionadores de ar ou geladeiras. O custo da instalação pode ser alto, mas o de energia elétrica é mais compensador do que o movido a gás e pode ser barateado se combinado ao sistema alimentado por placas solares.
  • A gás: o aquecimento é eficiente e não depende de condições climáticas. Sua durabilidade é alta e o custo de instalação não é tão expressivo quando comparado à bomba de calor (alimentado por eletricidade) ou o solar, mas o consumo de gás (seja Gás Natural ou Gás Liquefeito de Petróleo, o de botijão) o faz mais custoso em longo prazo.

Quanto custa?

Os aquecedores a gás têm, em geral, instalação mais barata, mas as tarifas de alimentação (GN ou GLP) podem fazer com que, em pouco tempo, essa vantagem inicial despareça. Compare o investimento (médio) inicial necessário para uma piscina de 32 m² (4 m x 8 m):

  • Aquecimento a gás: R$ 4 mil
  • Aquecimento solar: R$ 6 mil
  • Bomba de calor (elétrico): 6 mil
  • Aquecimento híbrido (ex: bomba de calor com aquecimento solar): R$ 14 mil

E a manutenção?

Qualquer que seja o sistema, a demanda por manutenção é menor quando há menos variação na qualidade da água e a casa de máquinas é mantida seca e arejada. As recomendações dos fabricantes (contidas no manual de cada equipamento) para cuidados na instalação, conservação e utilização devem ser seguidas.

No caso dos aquecedores solares, quando necessário as placas de captação devem ser lavadas nas primeiras horas da manhã. Como o aquecedor solar não tem partes móveis ou dispositivos a eletricidade ou gás, a manutenção resume-se à limpeza semestral do coletor (de luz). O mesmo vale para a bomba de calor, sendo recomendável manter a entrada de ar desobstruída, removendo periodicamente poeira, folhas, galhos e gordura.

A manutenção dos aquecedores elétricos de passagem deve ser executada por um eletricista, em média, a cada seis meses. Da mesma forma, um profissional especializado em aquecedores a gás deve ser chamado para verificar a integridade dos componentes desse tipo de aparelho.

Fontes: Associação Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava); Marcelo Mesquita, secretário executivo do Departamento Nacional de Energia Solar Térmica (Dasol); estudos de simulação por Resolver Engenharia; Inmetro.

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