Casa e decoração

5 antigas gambiarras domésticas que tornaram-se inúteis com a tecnologia

Getty Images
Bombril em antenas de TV era um clássico de décadas passadas Imagem: Getty Images

Juliana Nakamura

Colaboração para o UOL em São Paulo

30/01/2017 04h07

Quem viveu as décadas de 1970 e 1980 certamente vai se lembrar de alguma gambiarra doméstica necessária para melhorar o desempenho de algum equipamento ou para contornar problemas provocados pelo mau funcionamento. A seguir, recordamos alguns desses perrengues e explicamos por que, felizmente, esses improvisos são coisas do passado. Confira:

A palha de aço na antena da TV, um clássico
Quem sempre teve TV digital não faz ideia dos apuros que as pessoas passavam para garantir o melhor sinal possível na época dos aparelhos analógicos. Tentava-se de tudo para eliminar chuviscos na imagem. A estratégia mais comum era pendurar um pedaço de palha de aço na ponta da antena. À parte o resultado estético duvidoso, há quem diga que isso funcionava como uma espécie de repetidor de sinal. Com a digitalização dos serviços, não só de TV, como também de rádio, a chance de interferências foi minimizada. As antenas individuais analógicas que captam sinal VHF-UHF são equipamentos em vias de se tornarem peças de museu.

Banho eletrizante
Houve um tempo em que o chinelo de borracha era item de primeira necessidade para tomar banho. O motivo eram os choques frequentes provocados por instalações elétricas mal construídas. Isso melhorou a partir dos anos 1990, com o ganho de conscientização da população sobre a necessidade de aterramento e o uso do DR (diferencial residual), dispositivo que ajuda a evitar o choque elétrico. Também colaborou o maior envolvimento da indústria de chuveiros elétricos em programas de etiquetagem e que obrigam o cumprimento das normas técnicas. Hoje, os choques são mais raros, embora ainda aconteçam em locais com instalações precárias.

Desenrolar fitas com caneta
Quem foi jovem nos anos 1970 e 1980 certamente se viu, em algum momento, com uma fita cassete enrolada nas mãos. Para os mais jovens, cabe explicar que essas os cassetes eram compostos por fitas magnéticas nas quais era possível gravar áudio. Na era analógica, esses objetos faziam a alegria da moçada, com gravações musicais de 60 ou 45 minutos. Só que comumente enroscavam no leitor, exigindo intervenção quase cirúrgica com caneta esferográfica para colocar a fita de novo no cassete, sem romper. Nos dias atuais essa gambiarra perdeu utilidade, já que as fitas cassete desapareceram sendo substituídas pelos CDs, pelos leitores de MP3 e pelos iPods.

Tira mancha de carpete
Nos anos 1980 e em parte dos anos 1990 ter piso com carpete, especialmente em apartamentos, era o que havia de mais bacana. Como esse revestimento era de difícil de manutenção, as receitas caseiras para limpeza e remoção de manchas faziam sucesso. Uma das mais populares era a aplicação de creme dental (branco) para remover mancha de carpetes com escova e água. A partir dos anos 2000 a indústria de revestimentos ampliou a oferta de alternativas ao carpete com materiais de fácil manutenção, caso dos porcelanatos, dos laminados de madeira e dos pisos vinílicos.

Pinga-pinga na garagem
Carros, como todas as máquinas, estão sujeitos à quebra. Mas até os anos 1990, os problemas mecânicos eram tão corriqueiros, que exigiam de seus proprietários estratégias criativas para minimizar danos. Uma delas era cobrir de papelão o chão da garagem para evitar que os vazamentos de óleo. Não havia dúvidas de que o pinga-pinga iria acontecer, danificando o piso e fazendo a maior sujeira. Com a abertura comercial do Brasil nos anos 1990 e a globalização, a indústria automobilística foi obrigada a melhorar seus produtos. Um salto de qualidade foi dado e dispositivos como o protetor cárter se difundiram tornando o problema com o vazamento de óleo menos crítico.

Fontes consultadas: Eduardo Berruezo, pesquisador do Laboratório de Equipamentos Elétricos e Ópticos do IPT; Douglas Messina, pesquisador do Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento do IPT; Audemir Loris, físico, professor do curso de automação de ambientes da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado).

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