Casa e decoração

Casa em pirambeira é 'obra de arte' em bairro nobre de São Paulo

Ledy Valporto Leal

Do UOL, em São Paulo

18/08/2015 07h00

Já faz mais de 20 anos que o arquiteto Arthur Casas passou por uma experiência marcante: comprou uma casa que, segundo o corretor de imóveis que a vendeu, ninguém queria porque era muito ‘alta’, ‘esquisita’ e mal conservada. A morada é assinada pelo arquiteto João Batista Vilanova Artigas (1915-1985) um dos expoentes do Modernismo e da vertente do Brutalismo conhecida como "Escola Paulista" e projetou obras importantes como a sede da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), na década de 60, e o Estádio Cícero Pompeu de Toledo, o Morumbi (1952-1970).

Foi um amigo de Artigas, o advogado Rivadávia de Mendonça, quem encomendou o projeto ao jovem arquiteto que na época (1944) tinha apenas 29 anos. Era a fase corbusiana do projetista, daí a síntese da cosntrução: um cubo com janelas “rasgadas” sobre pilotis. Aproveitando o aclive acentuado de 12 m, Artigas construiu a casa na parte mais elevada do terreno de modo a garantir a visualização da paisagem do Pacaembu, em São Paulo, e ter iluminação natural abundante para os interiores. A casa desenvolve-se em dois pavimentos - o inferior, onde está o setor social, além de cozinha; e o superior, reservado à ala íntima.

Reforma

Quando começou a reforma, Casas esmerou-se para preservar ao máximo as peculiaridades originais. “Mas era preciso adequá-la ao meu estilo de vida, embora um projeto de Artigas seja quase ‘imexível’”, resume o arquiteto. Assim, conceitos atuais de moradia foram incorporados à residência: o dormitório do casal ganhou um banheiro, um outro dormitório virou escritório e a edícula dos fundos foi eliminada. No piso inferior, o living ganhou caixilharia que dá movimento às portas de correr, um lavabo tomou o lugar da chapelaria e a cozinha foi ampliada. Confortos também foram providenciados, como lareira, ar-condicionado e elevador.

Obedecendo as orientações da Fundação Vilanova Artigas, Casas manteve o desenho da fachada muito próximo aos planos originais, mantendo as aberturas e restabelecendo o uso do tijolo aparente, além do concreto, típicos das obras do mestre que faria 100 anos em 2015. Na parte externa da residência, onde só havia taludes, a reforma instalou muros de pedra em dois níveis, sendo que no mais alto uma piscina ganhou corpo.

Internamente, respira-se arte por todos os lados. Uma das paixões de Casas, as peças garimpadas por anos integram a construção de forma complementar e leve: quadros, esculturas, fotografias e móveis de designers renomados habitam aquela casa que, para o morador, é a maior das obras de arte.

Ficha técnica

Casa Rivadávia de Mendonça, São Paulo (SP)

Projeto de Vilanova Artigas (original); Arthur Casas (reforma)

Detalhes do projeto
  • Cliente Rivadávia Mendonça
  • Conclusão da Obra 1944
  • Projeto João Bastista Vilanova Artigas (original) e Arthur Casas (reforma)
  • Projeto de Arquitetura João Bastista Vilanova Artigas (original) e Arthur Casas (reforma)
  • Projeto de Decoração Arthur Casas
UOL Estilo
UOL Estilo
do UOL
Blog Casa de Viver
do UOL
Blog Casa de Viver
do UOL
do UOL
Blog Casa de Viver
do UOL
do UOL
Blog Casa de Viver
do UOL
BBC
do UOL
Casa e Decoração
Blog Casa de Viver
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Estilo
do UOL
do UOL
do UOL
Casa e Decoração
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Folha de S.Paulo
Folha de S.Paulo
do UOL
Folha de S.Paulo
Folha de S.Paulo
do UOL
Casa e Decoração
Casa e Decoração
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Estilo
Topo