Casamento

Rei dos arranjos, mineiro é sucesso nos EUA e cobra até R$ 95 mil por festa

Amanda Serra

Do UOL

20/07/2017 08h47

De Ubá, Minas Gerais, para o mundo! Desde 2015, Julio Freitas, 32, e seus belos arranjos de flores se tornaram queridinhos de casamentos e redes sociais em Bozeman, Estado de Montana, nos Estados Unidos. Ele já foi destaque na revista “Elle Decoration”, no jornal inglês “Daily Mail”, e no site "Hello Giggles". Chegou a nossa vez de descobrir o trabalho deste brasileiro.

Com mais de 30 mil seguidores no Instagram, a "The Flower Hat" é responsável por produzir arranjos e buquês para cerca de 25 casamentos por ano. Foi, aliás, as lindas fotos que ele publica na rede social que fez com que o trabalho do brasileiro ganhasse mais atenção. Os eventos realizados por Julio e apenas mais duas pessoas [a equipe é enxuta] variam entre US$ 1 mil a 30 mil (R$ 3 mil a R$ 95 mil - valores convertidos em 19/7/2017).  

Reprodução/InstagramTheFlowerHat
Erin Andrews com o buquê feito por Julio Freitas Imagem: Reprodução/InstagramTheFlowerHat
O mineiro não atende apenas anônimos, em sua lista também estão alguns famosos, como a jornalista do Fox Sports e participante do “Dançando com as Estrelas”, Erin Andrews. “Um dos motivos por eles [famosos] me contratarem é o fato de seu ser discreto. Sei que se eu revelasse os nomes seria ótimo para o marketing da minha empresa, no entanto, não posso fazer isso, pois essas pessoas prezam pela privacidade. São gente como a gente [risos]”, diz ele mantendo o segredo em relação à identidade de seus clientes, que também incluem pessoas ricas e influentes.

Há 10 anos nos EUA, Julio ingressou no ramo das flores por acaso. Formado em administração de empresas, o brasileiro trabalhou durante sete anos no Hilton Garden Inn em Billings e foi lá que iniciou seu trabalho com arranjos e se tornou conhecido. “Eu cuidava da decoração de Natal, das datas festivas, também produzia algumas coisas para vizinhança... No início, não ganhava nada”, afirma. 

Em setembro de 2014, Julio decidiu que iria trabalhar apenas com decoração e assim surgiu sua empresa. Na mesma época, ele também iniciou a produção de suas próprias flores – o brasileiro mantém um jardim particular em sua casa de cerca de 700 m². “No primeiro ano, não tinha dinheiro para pagar ninguém para me ajudar e fiz 25 casamentos sozinho, era um por fim de semana, nem sei como dei conta. Trabalhava das 7h às 2 horas da manhã”, conta ele que já chegou a organizar 43 casamentos em um ano.

Nada de ideias prontas

Arquivo Pessoal
Algumas das flores plantadas por Julio em seu jardim Imagem: Arquivo Pessoal

Discreto e com um estilo minimalista, as inspirações do decorador estão na rua, em seu jardim, na história de vida e amor dos casais que atende.

“Em vez de ir no Pinterest e pegar uma ideia de lá, eu tento conhecer o casal, saber como se conheceram, entender a festa e assim criar a decoração. Muitas flores eu pego na rua, vem do meu jardim... Capto todas as informações e traduzo os detalhes nos arranjos de flores. Tento diferenciar meu trabalho dos outros floristas e acho que por isso que me procuram”, conta ele.

Conhecido pelas diferentes texturas e pelas cores clássicas, Julio explica que não importa o preço da festa, seja ela econômica ou esplendorosa, a elegância das peças é a mesma.

“Mesmo nos arranjos mais simples eu dou o meu toque, o meu visual... não importa o valor que a noiva está pagando. Sou muito agradecido e feliz de ver que meu trabalho é propagado de noiva para noiva”, diz.

Negócios no Brasil

Apesar de sua mãe ainda não entender a dimensão de seu trabalho e a importância de uma publicação na revista “Elle Decor”, por exemplo, Julio se mostra surpreso com seu sucesso e comemora que a mãe agora pode vê-lo na mídia nacional.

“Acho tão estranho ter 30 mil seguidores... Minha intenção é promover as flores americanas e fico feliz de ter essa voz ativa por meio do Instagram. Apesar de toda tecnologia americana, o design de flores aqui é tido como algo inovador”, conta ele que a partir de setembro ministrará workshop sobre plantio.

“Sempre gostei de trabalhos manuais – miçangas, cintos, pintura...aprendi tudo sozinho. Sou muito determinado e meu papel é ensinar as pessoas a se expressarem por meio das flores. Seria muito egoísmo da minha parte não passar os meus conhecimentos. Afinal, não vou trabalhar com casamento para sempre”, finaliza ele que pretende expandir seus negócios para o Brasil. "Quem sabe dois casamentos por ano". 

 

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