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De volta às aulas já com saudades dos Lençóis Maranhenses: vá em julho

Décio Galina/UOL
Imagem: Décio Galina/UOL
Décio Galina

Opiniões

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Colaboração para o UOL

12/08/2017 04h00

Semana passada, os moleques voltaram às aulas -- momento em que sempre rola um retrospecto de como foram as férias de julho e uma primeira semente para os planos do ano que vem. Mesmo após 15 dias do retorno a São Paulo, seguimos anestesiados com a experiência de passar dez dias no Maranhão. Ficamos sete noites na minúscula Santo Amaro do Maranhão, base para passear por um dos lugares mais bonitos e surpreendentes do mundo (perdão, parece desmedido usar uma expressão dessa, logo assim, de cara, mas, numa boa, pode confiar, é sério...): Lençóis Maranhenses, a 257 km de São Luís.

Decio Galina
Nícolas e Felipe Imagem: Decio Galina

O mês de férias de inverno que tomba muitas crianças resfriadas ou com outras questões de saúde -- graças ao ar seco e poluído de São Paulo -- também é o melhor momento para visitar os Lençóis: as lagoas entre as dunas estão cheias e não chove, diferentemente do que acontece no Nordeste essa época, onde chove pra chuchu. Para quem viaja com criança (no meu caso Nícolas, 10, e Felipe, 2 anos e 10 meses), Santo Amaro (na borda central do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses), é, disparado, bem mais atraente do que Barreirinhas (no leste do parque, base mais tradicional de visitação na região) -- a cidade não é bonita (de novo, parece que não estou cuidadoso com o uso das palavras, mas, já falei, acredite...) e a maioria dos passeios depende de mais de uma hora sacolejando em caminhonetes 4x4 para se alcançar as montanhas da areia.

Por outro lado, Santo Amaro ainda tem ar de vilarejo pacato e é cortado por um rio rasinho, lindo, chamado Alegre. Está a menos de meia hora das dunas (quase vazias em plena alta temporada) e tem, como grande diferencial, o rio e a vida lenta que corre nas margens. Dos sete dias em que ficamos na melhor pousada da cidade (Rancho das Dunas), passeamos para montanhas de areia e lagoas apenas três dias -- nos outros, fizemos a festa no rio transparente, avermelhado, deixando o corpo boiar na correnteza, sob um sol delicioso, vendo a rotina das crianças locais, que sobem sozinhas no barco e cruzam o rio brincando -- cenas que parecem pinturas, a todo instante.

Decio Galina
Imagem: Decio Galina

Imagino que o rio seja limpo -- afinal, a quantidade de água que o Felipe tomou durante as centenas de milhares de mergulhos não provocou uma mísera dorzinha de barriga (muito bem alimentada, diga-se, por peixes frescos, arroz, feijão, farinha, salada, suco de cajá e mousse de cupuaçu). Em dez dias de viagem, não encostamos na “farmacinha” (sem contar, claro, a bênção quase que diária de pomada de arnica). Esse bem estar da molecada e uma rotina saudável também são marcas de viajar para outro destino brasileiro clássico, de nível internacional, coisa linda morrer (se chegou até aqui no texto, é sinal que já acredita nos adjetivos batidos e nas metáforas baratas que uso quando é realmente necessário pôr esse peso quase duvidoso...): Pantanal -- lá estive dois julhos seguidos, com o Nico, quando ele tinha uns 5, 6 anos.

Voltando aos Lençóis, em 2009, na primeira vez em que estive no parque (apurando reportagem para a revista de bordo da Gol), era um areião só (e mais de três horas de viagem) para se chegar ao vilarejo a partir de Sangue, na rodovia MA-402. Agora, as obras da estrada até Santo Amaro estão aceleradas; só faltam oito quilômetros de areia para o asfalto chegar à cidade. A expectativa é que até o fim do ano a obra esteja concluída.

Decio Galina
Imagem: Decio Galina

É bem provável, então, que a temporada de julho de 2018, na tranquila vila, bata recorde de visitação. Com um ano de antecedência, fica expresso o desejo que todos os visitantes tenham o tato necessário ao desembarcar em um paraíso do quilate de Santo Amaro do Maranhão. Ótimo local para a criançada (e os pais!) se esbaldar nas férias de julho e aprender, brincando, a preservar esse país tão espetacular (sem exagero...).

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