Estilo de vida

8 coisas que não se deve falar ou fazer com uma pessoa com deficiência

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No Brasil, segundo dados de 2015, 6,5% da população tem algum tipo de deficiência Imagem: Getty Images

Adriana Nogueira

Do UOL

21/09/2017 09h14

Segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Ministério da Saúde, divulgada em 2015, 6,5% da população brasileira tem algum tipo de deficiência (auditiva, visual, física ou intelectual). O número deveria fazer com que conviver com um indivíduo com deficiência fosse algo comum, mas, basta olhar ao redor, para entender que, na prática, não é.

“Parte do desafio de conviver com pessoas com deficiência é fruto da situação de exclusão e de invisibilidade desse público ao longo dos anos. É por isso que não nos sentimos hábeis de lidar com elas”, fala Aline Santos, coordenadora do projeto “Diversa”, do Instituto Rodrigo Mendes, organização sem fins lucrativos que tem como objetivo educação de qualidade na escola comum.

Neste 21 de setembro, Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência, o UOL reúne dicas para que você, que não tem deficiência, junte-se ao esforço de promover inclusão.

  • Não chame uma pessoa de deficiente

    O termo mais adequado é pessoa com deficiência. Ao chamá-la de deficiente ou de portadora de deficiência, dá-se a ideia de que o indivíduo é defeituoso, quando na verdade, a deficiência é uma combinação entre os impedimentos que são particulares da pessoa e as barreiras existentes na arquitetura, na comunicação, nos meios de transporte e na atitude da sociedade.

  • Não trate pessoas com deficiência como especiais, coitadinhos ou heróis

    A pessoa com deficiência não tem "superpoderes" de superação, não espera ser exemplo nem é menos do que os outros indivíduos. A condição de deficiência é apenas uma entre tantas outras características que a constitui como indivíduo.

  • Não infantilize a pessoa por causa da deficiência

    Tratar alguém com deficiência como criança é subestimar sua autonomia e sua capacidade de compreensão e de decisão. Converse com ela de acordo com sua faixa etária.

  • Não evite falar com a pessoa, dirigindo-se a quem está ao lado dela

    Pergunte diretamente ao indivíduo a melhor forma de atendê-lo ou ajudá-lo. Jamais se dirija ao acompanhante de uma pessoa que aparenta ter um impedimento para tratar de assuntos referentes a ela. Ao falar com um cadeirante, por exemplo, o ideal é se abaixar para conversar na mesma altura que ele. Se a pessoa, por qualquer motivo, não conseguir se fazer entender, pode ter certeza de que quem está com ela irá se manifestar em seu lugar.

  • Não ache que uma pessoa com deficiência precisa sempre de ajuda

    O melhor a fazer é perguntar se a pessoa precisa de ajuda e como você pode ajudá-la. Para colaborar com um cego no metrô, por exemplo, ofereça um ombro como apoio, nada de puxá-lo pelo braço. Tocar na roupa do indivíduo, na cadeira de rodas, muleta ou bengala sem consentimento é grosseria e não solidariedade.

  • Não faça perguntas íntimas por curiosidade

    Se você não perguntaria a um desconhecido qualquer sobre sua vida sexual, não faça isso com uma pessoa com deficiência. Também contenha a vontade de questionar se a pessoa nasceu com a deficiência ou se a adquiriu. Ao estabelecer uma relação com o indivíduo, ele decidirá se contará sua história, como e quando.

  • Não subestime a capacidade da pessoa de aprender e/ou entender

    Toda pessoa aprende, sejam quais forem suas particularidades intelectuais, sensoriais e físicas.

  • Livre-se do pensamento de que pessoas com deficiência querem ?privilégios?

    Essa busca pela redução e eliminação de barreiras não é uma construção de privilégios e, sim, uma adequação dos espaços e das relações para a equiparação de oportunidades. Rampas e elevadores, por exemplo, permitem a livre circulação de todas as pessoas. Pensar em espaços acessíveis favorece a autonomia de todas as pessoas, incluindo aquelas com alguma deficiência ou mobilidade reduzida.

Fonte: Aline Santos, coordenadora do projeto ?Diversa?, do Instituto Rodrigo Mendes, e Dariene Rodrigues, fisioterapeuta e fundadora da Agência Inclusão ? Recrutamento e Retenção de Pessoas com Deficiência

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