Comportamento

De quem é a conta do motel?

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Natacha Cortêz

Do UOL

04/09/2017 04h00

“Uma conta é só uma conta. Deixa que eu pago e encare como um presente”. Quantas vezes você já ouviu isso? Aliás, gosta de ouvir ou algo te incomoda na frase? E quando a conta em questão é a do motel? Ainda assim uma “conta é só uma conta’ e encarar como um presente é ok?

A discussão, tão velha quanto os motéis, traz novos pontos de vista quando o feminismo está à mesa. Mulheres e homens, ou mulheres e mulheres ou homens e homens - forme seu par à vontade - desejam igualdade também na hora de pagar o motel? Cavalheirismo, nesse caso, é bem-vindo ou sinal de machismo? O que implica pagar, e o que pode implicar aceitar que o outro pague?
 

Ouvimos algumas respostas para tantas perguntas:

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    Sempre que posso, pago

    "Gosto de pagar. Quer chamar de cavalheirismo? prefiro gentileza. Sempre que posso, vou oferecer. E nunca ouvi um não. No fundo, as mulheres gostam dos que bancam e se importam com essas coisas. E mais, se sou eu quem está convidando, daí me sinto na obrigação de pagar. Pode ser motel, jantar ou um café." Leonardo Nascimento, 31 anos, comerciante

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    É hora de colocar os gastos na balança

    "Confesso que não gosto de dividir. É como se o cara fosse um coitado que não pode arcar logo com o motel. Penso igual sobre as contas de jantares, por exemplo. Sendo uma mulher, já preciso bancar cabeleireiro, roupas e, no caso de um provável motel, depilação e lingerie. Se a ideia é lutar por igualdade, é hora de colocar esses gastos na balança." S., 29 anos, analista no mercado financeiro

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    Não pode ser um presente com obrigações atreladas

    "Não posso ignorar o fato de que já me senti no dever de retribuir uma conta de jantar com pelo menos um boquete. Imagina então a conta do motel? Mas essa sensação é algo que não faz sentido e tenho tentado combater, encarando a conta paga como um presente sem obrigações atreladas (que é como todo presente deve ser)." Gabriel Ferrari, 30 anos, publicitário

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    Devo estar ciente de poder arcar com a minha parte

    "Se ambas as partes usaram o lugar, a hospedagem, o serviço, ambas pagam. É simples! Se ele se propuser a pagar a conta será um ato de generosidade, mas não em caráter obrigatório. Mesmo que eu ganhe menos, foi minha decisão concordar com o motel que escolhemos. Portanto, devo estar ciente de poder arcar com a minha parte. Eu até poderia me oferecer a pagar, mas mantendo o ato como gentileza." Amanda Nunes, 27 anos, designer

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    Feminismo tem quer entrar no motel

    "Há mulheres que acham um absurdo rachar a conta do motel. Até dividem o restaurante e o cinema. Mas o motel, jamais. Por quê? Qual é a diferença? Se acreditamos que o motel precisa ser inteiramente pago pelo homem, estamos dizendo que a experiência sexual é dele - só dele. E mais: feita para o agrado dele, na hora que ele quer, no lugar que ele quer. Se a gente quer mudar as coisas, é bom pensar no motel também. Tipo: o feminismo entra com você lá." Silvia Lopes, 29 anos, advogada

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    Entre duas mulheres, dividir é mais que natural

    "Faz tantos anos que não vou ao motel que acho que meu pensamento parou no tempo. Pode ser que eu não tenha uma opinião atualizada. E pode ser que eu também nem tenha mais vontade de ir em motel. Hoje, saio com mulheres, e o que posso dizer é que com elas essa história de quem paga manda, não existe. Tudo é mais democrático entre duas mulheres. Dividir é mais que natural." Camila Borges, 33 anos, analista de redes sociais

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    A conta deve ser um acordo dos dois

    "A conta do motel deve ser um acordo do casal. Um combinado entre os dois de quem paga o que e quando. Tudo muito conversado. Por quê? Para ser justo e não haver dito pelo não dito, nem submissão feminina, nem culpa, nem nada disso de 'se você pagou, agora merece um boquete'." Bárbara Mendonça, 32 anos, roteirista

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    Divido tudo: restaurante, supermercado. Por que não motel?

    "Acho que depende da intimidade e do que está posto ali naquela relação. Se já nos conhecemos há bastante tempo e ela pedir para pagar, na boa. Não há problema. Se não tivermos tanta intimidade, e ninguém propor nada, rachamos. E talvez eu seja meio careta, porque namoro há muito tempo e dividimos tudo: conta de restaurante, supermercado. Por que não motel?" Rafael Soares, 26 anos, jornalista

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    Dinheiro não rola como moeda de troca

    "Se for pra pensar num modus operandi comum a todos os dates, diria que o meu é sempre dividir. Se o cara faz questão de primeira, a segunda é minha. Já deixei de sair com P.A. que só topava se a conta fosse dele. Acho que a divisão só não rola se um dos dois não puder. E, mesmo que ele pagasse, dinheiro pra mim não rola como moeda de troca. Só faço o que me deixa confortável." Karina Fonseca, 30 anos, arquiteta

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    Cavalheirismo é só machismo controlador

    "Penso que o motel é a última coisa que eu faria com uma garota que havia acabado de conhecer. Então, até que rolasse a decisão conjunta de transar, a gente já tinha dividido outras contas. Se a gente dividiu o jantar e tudo mais que foi feito, nada mais justo do que dividir uma outra atividade que também vamos fazer a dois. Opto em dividir a conta, mesmo que muita menina ainda ache antiquado, ou o tal do cavalheirismo, que é só um machismo controlador." Vinícius Motta, 27 anos, fotógrafo

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