Sexo

Orgasmo pode dar dor de cabeça; veja mais curiosidades sobre o clímax

Thais Carvalho Diniz

Do UOL, em São Paulo

01/02/2016 13h26

No dicionário "Houaiss", o primeiro significado de orgasmo é: "momento em que o prazer da excitação atinge o máximo de intensidade". Mas o que mais sabe-se sobre ele? A seguir, o UOL selecionou nove curiosidades para que você conheça mais a respeito do clímax do sexo. 

  • Dura pouco

    Segundo a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Prosex (Programa de Estudos em Sexualidade), ligado à USP (Universidade de São Paulo), o orgasmo é uma fase muito intensa, mas também muito breve, que tem duração entre cinco e 15 segundos, tanto para o homem como para a mulher.

  • Pode dar dor de cabeça

    É raro, mas pode acontecer. De acordo com Maria Cristina Romualdo, terapeuta e educadora sexual do Instituto Kaplan, centro de estudos sobre a sexualidade humana, a explicação está na resposta vascular ao orgasmo. "O corpo todo reage à excitação sexual. Por isso, há um maior fluxo sanguíneo em todo o corpo e, para algumas pessoas, essa mudança vascular pode desencadear dores de cabeça, uma vez que o coração acelera, a pressão aumenta e o corpo fica mais tenso."

  • Camisinha não interfere no prazer

    A conhecida repulsa de usar preservativo no sexo porque parece "chupar bala com papel" não se justifica. Alguns homens chegam a brochar para colocá-lo, mas o problema não está no método contraceptivo. Segundo a sexóloga Carla Cecarello, a camisinha não altera a sensibilidade masculina e todo o tabu em torno dela, de fato, é psicológico. A especialista diz ainda que alguns preservativos podem até dar mais prazer, gracas à espessura e à textura que apresentam.

  • O múltiplo é das mulheres

    O período refratário (tempo necessário para as funções biológicas voltem ao normal após a ejaculação) impede que os homens consigam orgasmos múltiplos. No sexo tântrico, no entanto, cujo objetivo é chegar ao ápice sem ejacular --o chamado orgasmo seco-- é possível alcançar vários em apenas uma transa, mas é preciso muita prática. No caso da mulher, se ela continuar sendo estimulada após o primeiro orgasmo vai alcançar outros, basta querer. "Não existe um número máximo, é a mulher quem vai colocar um limite a partir do seu desejo. No momento que se sentir desgastada fisicamente (porque acontece) pode ser a hora de parar", afirma Carla Cecarello.

  • Satisfação chega com a experiência

    De acordo com Maria Cristina, do Instituo Kaplan, sexo é um comportamento aprendido e, como qualquer outra prática, quanto mais exercitamos, mais domínio obtemos (e consequentemente melhor desempenho e mais prazer). Por isso, nada de ficar encanado se o orgasmo não chegar nas primeiras transas, por exemplo. Dê tempo ao tempo ou a ansiedade pode se tornar um problema. Para Carla Cecarello, principalmente no caso feminino, o amadurecimento da vida sexual é fundamental para a satisfação. "As mais maduras não estão mais preocupadas em se mostrarem boas de cama e se permitem se explorar e expor mais. A entrega também chega com a experiência e é sinônimo de orgasmo."

  • Pode dar sono e fome

    O sono acontece em função da satisfação e relaxamento por conta da descarga motora que vem logo após o clímax. Por isso, ninguém deve se irritar com um parceiro que dorme logo na sequência do sexo, pois significa que a transa foi muito boa. Já a fome, segundo Cláudia Bonfim, pesquisadora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e autora do livro "Desnudando a Educação Sexual" (Papirus Editora), está ligada à energia física despendida. "Nenhuma reação é regra, cada pessoa é única e pode ter um comportamento diferenciado no pós-sexo", afirma.

  • Faz rir e chorar

    Esses reflexos também são muito particulares. Porém podem estar ligados à liberação de ocitocina, hormônio que estimula as ligações sentimentais, melhora o humor e diminui a ansiedade. "É uma resposta do corpo. Não é chacota ou tristeza. Tem a ver com o estado de satisfação e felicidade extrema após o orgasmo. Transitar pelos dois tipos de reação é comum", afirma Evandro Palma, terapeuta tântrico do Centro Metamorfose, em São Paulo.

  • Se expressar faz parte

    Gritar ou gemer (ou qualquer outra reação) é a expressão do orgasmo e deveria ser encarada de forma natural. "Orgasmo precisa de som. É muito comum as mulheres terem vergonha da expressão do orgasmo e por isso se conterem. Não se permitir pode limitar a intensidade do prazer", afirma o terapeuta Evandro Palma.

  • Não tem tempo ruim

    Segundo Cláudia Bonfim, pesquisadora da Unicamp, não existe ocasião que favoreça o orgasmo, mesmo no caso das mulheres, que têm oscilação hormonal durante o mês. "A intensidade do prazer depende da entrega plena na relação sexual. Claro que, no período fértil, as mulheres estão fisicamente mais propensas ao sexo, mas só o instinto biológico não conduz à potencialidade orgástica maior ou menor."

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