Comportamento

O japonês que ganha a vida 'alugando' sua amizade

BBC
Imagem: BBC

04/05/2017 12h36

Ele oferece seus serviços em um site em que se apresenta como o "homem careca" de Omotesando, nome de uma arborizada avenida em Tóquio. Tsutomu Ikeda, de 46 anos, é, na verdade, um amigo de aluguel.

O site se chama Ossan Rental. Ossan, em japonês, significa "homem de meia-idade" e a plataforma online oferece mais de 70 homens que alugam sua companhia para comer, beber, cantar e até viajar.

Ikeda tem um negócio próprio, mas aluga sua amizade há cerca de dois anos. Ele encontra mais de 30 clientes todo mês. Esse "trabalho" lhe consome, em média, 20 horas por semana. O japonês, contudo, afirma que não vê a atividade como trabalho e garante que não faz por dinheiro. Tampouco considera como um hobby ou uma atividade voluntária.

"Eu ganho apenas 1 mil ienes (R$ 28) por hora, não pode ser um negócio", argumenta. Mas então por que ele se dedica tanto tempo alugando sua companhia?

"Atualmente, eu estou procurando por amigos ao me alugar. Eu já fiquei amigo próximo e parceiro de negócio de clientes anteriores". Ele conta que até já juntou alguns clientes para montar um negócio.

Rotina

Ikeda normalmente vai onde o cliente quer. Em um vídeo para o site Magazine da BBC, Ikeda se prepara para encontrar uma "cliente regular" num bar de karaokê em Tóquio.

A "amiga" chega e lhe dá um longo abraço com direito a tapinhas nas costas. "Quanto tempo!", dizem ambos, visivelmente felizes. Quem vê a cena de longe, imagina que são amigos de verdade e que a relação não envolve nenhum tipo de contrato.

Ikeda pergunta o que a cliente quer fazer. Ela diz que quer cantar - o que ambos acabam fazendo. Após algumas horas no karokê, ele segue para o segundo encontro da noite. A cliente "reservou" Ikeda para jantar.

"Eu sou do tipo dinâmico e os clientes gostam da minha energia. Mas muitos clientes querem alguém para ouvi-los", diz Ikeda. De acordo com o seu site, Ikeda já foi alugado para ser barman, guia turístico e para assistir a partidas de beisebol.

"As formas de comunicação entre as pessoas estão mudando", diz ele. "As pessoas tinham o costume de pedir ajuda a quem as conheciam bem. Mas, agora, elas já não podem compartilhar algumas coisas com essas pessoas, então vêm até nós."

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