Comportamento

Restrições são mais eficientes que punições físicas

Colaboração para o UOL

09/11/2010 17h30

Antes de tudo, deve-se conversar sempre. Explicar, orientar, mostrar o caminho por meio de exemplos. Mas também não se deve exagerar na conversa. Mostrar a insatisfação com alguma atitude pode ser um bom começo. Lembre-se de que a educação requer repetição. E, se percebemos que um modelo não surte o efeito desejado, podemos mudar a direção.

As atitudes inadequadas devem levar a restrições, mas as punições físicas devem ser evitadas. Bater em uma criança é um ato que demonstra muito mais nossa insegurança, nossa inaptidão em resolver uma situação do que uma real opção de educar.

Não comprar um brinquedo desejado, não ir a um passeio ou a uma festinha programada, sempre após aviso sobre essas possibilidades, são, na maior parte das vezes, posturas muito mais eficientes, sempre que combinadas com um bom papo antes e depois, independentemente da idade.

Sempre que possível é melhor elogiar um comportamento certo do que castigar para punir coisas erradas. Mas, cuidado: a criança deve ser estimulada a ter boas atitudes e posturas, independentemente de ganhar algo em troca. Isso significa que ela deve ir bem na escola e ser boa com os coleguinhas e professores sem a necessidade de recompensas.

“A reprovação deve ser exposta para a criança com calma”, diz a pediatra Miriam Ribeiro de Faria Silveira, presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP). “Ouça as explicações da criança sobre suas atitudes e seus porquês, tentando ao máximo entendê-la. Com as crianças menores de 2 anos e com as que ainda não falam, este processo fica prejudicado. Elas captam melhor a linguagem não verbal, as manifestações faciais de desagrado”, explica. “Após ouvi-la e analisar os fatos, recoloque as regras, dando mais uma chance para que elas possam tentar acertar numa próxima ocasião”, aconselha.

Para a pediatra, as punições com castigos físicos, a rigidez e o autoritarismo dos educadores e pais são vividas com muito ressentimento por parte das crianças e devem ser evitadas. Falar sobre os sentimentos ainda é a melhor saída. (Heloísa Noronha)

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

O UOL está testando novas regras para os comentários. O objetivo é estimular um debate saudável e de alto nível, estritamente relacionado ao conteúdo da página. Só serão aprovadas as mensagens que atenderem a este objetivo. Ao comentar você concorda com os termos de uso. O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba seu horóscopo diário do UOL. É grátis!

EFE
Redação
Blog Alto Astral
Redação
Redação
BBC
Redação
Redação
EFE
BBC
EFE
Blog Alto Astral
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
do UOL
BBC
BBC
BBC
Blog do Fred Mattos
Blog Alto Astral
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
ANSA
Redação
Blog Alto Astral
Redação
Redação
Redação
Da Redação
BBC
Redação
Redação
Redação
ANSA
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
EFE
BBC
BBC
do UOL
Topo