Comportamento

Pesquisadora defende que reatar um relacionamento não costuma dar certo

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Casais que terminam e voltam ainda tendem a ser mais impulsivos, tomando decisões precocemente Imagem: Thinkstock

Rafael Roncato

Do UOL, em São Paulo

Terminar um relacionamento não é tarefa fácil, ainda mais quando ele não acaba de uma vez. Muitas vezes, casais se separam, dão um tempo e, depois, ficam novamente juntos. Filmes, livros e músicas romantizam o retorno do casal, mas, segundo a pesquisadora Amber Vennum, da Kansas State University, nos Estados Unidos, as reconciliações, geralmente, não são tão boas assim.

A pesquisa, publicada em fevereiro de 2012, analisou informações de casais de relacionamento "cíclico" e "não-cíclico", termos usados pela pesquisadora. As informações coletadas foram avaliadas por uma escala de resolução de relacionamento, que avalia a qualidade das relações e também é capaz de prever como elas serão em até 14 semanas.

Amber descobriu que casais de relacionamento cíclico tendem a ser mais impulsivos, tomando decisões precocemente, como morar junto, comprar um animal de estimação ou ter um filho. Pessoas envolvidas nesse tipo de relacionamento também têm a tendência de serem menos satisfeitos com o parceiro, com problemas de comunicação, baixa autoestima e pouca segurança quanto ao futuro da relação.

"Se você fica em um vai e vem, parece uma birra infantil. Você não está seguro da sua escolha", explica a professora e doutora Denise Pará Diniz, psicóloga e terapeuta comportamental da Unifesp. Para ela, o ir e vir é desgastante, tanto para as pessoas, como para a relação. "O próprio processo de adaptação do casal fornece um esforço enorme e estressante", diz a psicóloga.

De acordo com Alexandre Bez, psicólogo especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami, esse tipo de relacionamento gera instabilidade e fantasia. "Você está vivendo uma irrealidade, que pode começar a machucar o outro ou a você mesmo", diz.

Segundo a pesquisa, a maioria dos casais volta a ficar junto porque um dos indivíduos acredita que o outro mudou, gerando uma ilusão. "É preciso se lembrar do motivo do término. Muitas vezes, é por valores existentes, crenças, ideias divergentes, expectativas diferentes... Tentar mudar só para voltar, normalmente, não dá certo", afirma a psicóloga Denise. "As pessoas idealizam o companheiro e querem que ele seja daquele modo, mas não a pessoa que ele realmente é", finaliza.
 

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