Vida no trabalho

Você trabalha com um psicopata? Reconheça os sinais e evite problemas

Stefan/UOL
Não tente armar um flagrante para pegar um psicopata; o melhor a fazer é se manter distante dele Imagem: Stefan/UOL

Katia Deutner

Do UOL, em São Paulo

02/05/2012 07h00

Difícil encontrar alguém que não tenha uma história para contar de um chefe ou colega mau-caráter. O fato é que psicopatas corporativos são muito mais comuns do que se imagina. Só que não é fácil identificá-los. "Eles são carismáticos, inteligentes, manipuladores e mentem sem o menor constrangimento. Uma pessoa pode conviver anos com um psicopata sem se dar conta disso", explica a psicóloga Miriam Barros, especialista em coaching.

Geralmente, quando os psicopatas são percebidos, já causaram danos ao ambiente de trabalho, deixando funcionários amedrontados, com autoestima baixa e sem coragem de dar um basta. "Uma característica marcante nos psicopatas é provocar piedade nas pessoas. Eles fazem um jogo no qual todos são levados a sentir pena deles. É uma forma de manipulação que apela para a solidariedade. São autoconfiantes e arrogantes em excesso."

Mas não é todo mundo com essas características que se encaixam no perfil. Há quem tenha o hábito de se vitimizar ou mania de perseguição, por exemplo. "Ou, ainda, não se compromete com o trabalho e, com os eventuais resultados de insucesso que obtém, busca responsabilizar outros ou desfocar suas fragilidades acusando as falhas alheias", diz a coach e psicóloga corporativa Marcia Belmiro. Esse comportamento, apesar de anti-ético, não significa que se trata de um psicopata. Aliás, não caberá a você diagnosticar o problema. Mas dá para se prevenir.

De onde surge
Há uma controvérsia sobre a questão de um psicopata corporativo ter nascido assim, ter se transformado em um ou ser uma mistura dos dois. A ideia de que é uma combinação de genes, biologia e ambiente que produz a síndrome tem um grande alcance. "Esta é uma condição para a vida toda. É um distúrbio de personalidade; dessa forma, características são apresentadas constantemente por todos os aspectos da vida", exemplifica o psicólogo John Clarke, autor do livro "Trabalhando com Monstros" (Ed. Fundamento).

Pessoas assim, segundo o autor, não são loucas, são essencialmente más. "Estão cientes dos efeitos que seus comportamentos têm em outros ao redor, mas simplesmente não se importam. Pior: muitos psicopatas gostam do sofrimento alheio", comenta.

A má notícia é que não há cura ou reabilitação. "Poucos estudos examinaram psicopatas corporativos, porém os de criminosos psicopatas violentos sugerem que programas de reabilitação podem tornar o problema maior. Novas habilidades sociais são desenvolvidas e usadas para manipular as pessoas de forma mais eficaz", diz o autor John Clarke. O melhor mesmo, depois de identificá-lo, é controlar seu comportamento.
 

Fique de olho nas características de um psicopata corporativo:

- Humilha pessoas em público, tem ataques de raiva ou ridiculariza deficiências.

- Espalha mentiras para depreciar a reputação de pessoas da organização.

- Não demonstra culpa por seu comportamento.

- Mente frequentemente ou cria regras que não existem na empresa.

- Muda rapidamente de emoções para manipular situações ou causar medo.

- Assume o crédito pelo trabalho desempenhado por outra pessoa.

- Ameaça demissões ou medidas que prejudiquem a imagem profissional como forma de intimidação.

- Estabelece metas inalcançáveis para que empregados falhem e sejam punidos.

- Invade a privacidade de outros vasculhando e-mails, arquivos e conteúdo da mesa.

- Tem encontros sexuais múltiplos com empregados de todos os níveis hierárquicos.

- É narcisista. Fala de si mesmo, age com presunção e acredita que o mundo gira ao seu redor.

- Ignora uma pessoa para isolá-la, fazendo a vítima se sentir excluída e vulnerável.

 

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