Sexo

Menos de 1% dos homens que querem aumentar o pênis têm um problema real, estima SBU-SP

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Em média, 73,9% dos homens têm pênis que medem entre 10 cm e 17 cm; de 18 cm a 23 cm são 3% Imagem: Thinkstock

Eduardo Zanelato

Do UOL, em São Paulo

17/10/2012 13h01

Não são raros os que se sentem inseguros quando o assunto é o tamanho do pênis. E apesar de ser uma parcela pequena da população que tem realmente um problema, muitos homens procuram auxílio profissional por acreditar que têm um pênis pequeno, mas frequentemente estão enganados, segundo o urologista e andrologista Paulo Egydio. De acordo com a diretoria da SBU-SP (Sociedade Brasileira de Urologia - Secção São Paulo), estima-se que menos de 1% dos homens que busca atendimento se queixando do tamanho do membro tenha de fato um problema.

Tamanho do pênis

Micropênis – Quando não atinge 2,5 cm flácido ou 7,5 ereto

Pênis pequeno – Entre 8 e 10 cm de comprimento e circunferência

Pênis normal – Comprimento de 10 a 17 cm e circunferência de 10 a 12 cm

Pênis grande – Comprimento de 18 a 23 cm e circunferência de 12 a 15 cm

Macropênis – Acima de 23 cm e circunferência maior que 15 cm

*Segundo Carlos Cury, coordenador do Departamento de Estética Genital da Sociedade Brasileira de Urologia, essas são apenas estimativas, pois não há tamanhos ideais estabelecidos 

 

Segundo Egydio, é importante uma avaliação criteriosa antes da realização de qualquer procedimento. "Somente o médico poderá julgar a necessidade ou não de um tratamento específico", afirma. Leia mais sobre riscos e condições da cirurgia aqui.

Egydio diz que a maioria mede o pênis de forma incorreta e tira conclusões equivocadas. "Outros fatores que criam essa ideia distorcida são as propagandas apelativas de aparelhos, exercícios, remédios e substâncias que prometem o aumento peniano, e as revistas e filmes eróticos que associam o tamanho do pênis à virilidade masculina e à satisfação sexual".

Em 1999, foi apresentado no Congresso Brasileiro de Urologia um estudo com 246 homens entre 19 e 75 anos e a avaliação do tamanho do pênis do brasileiro em ereção foi, em média, 14 cm de comprimento e 11 cm de circunferência.
 
Como medir o pênis? O comprimento deve ser medido com o homem em pé e com o pênis ereto. A medida precisa ser realizada na parte de cima do pênis desde sua base (forçando a régua contra o osso púbico) até a ponta da glande.

Posições ajudam a superar obstáculos, como tamanho do pênis

  • Arte/UOL

    Infográfico: clique na imagem para aprender posições que te ajudam a superar obstáculos sexuais, como pênis pequeno ou grande demais (conteúdo não disponível para a versão mobile)

Dez coisas que você precisa saber sobre o assunto:

1. Homens com tamanhos de pênis flácidos diferentes podem ter o mesmo tamanho de pênis quando eretos;

2. Homens de baixa estatura podem ter pênis maiores do que homens mais altos;

3. Pênis grande aguça a fantasia sexual, mas pode causar desconforto na parceira pela incapacidade anatômica de recebê-lo. A profundidade da maioria das vaginas varia de 8 cm a 12 cm, e a área mais sensível dela fica localizada aproximadamente nos primeiros 3 cm.

4. Em algumas situações, como temperatura fria, nervosismo e prática de atividades físicas, o pênis e os testículos são tracionados por um músculo e há a diminuição involuntária no comprimento do pênis flácido (que não deve ser confundido com seu tamanho real);

5. De acordo com a Resolução 1478/97, a cirurgia de alongamento peniano para correção de disfunção sexual é considerada um procedimento experimental pelo Conselho Federal de Medicina; 

6. O índice de satisfação com as cirurgias de aumento peniano varia de 35% a 67%;

7. É impossível o tamanho do pênis aumentar, por exemplo, de 15 cm para 25 cm;

8. A cirurgia de aumento peniano pode ser recomendada em casos específicos de encurtamento do órgão sexual masculino;

9. Apenas 2% das mulheres afirmam que o pênis é a parte mais atrativa sexualmente em um homem;

10. A SBU condena procedimentos para aumento peniano por razões meramente estéticas. Se o caso envolve fatores psicológicos, há um acompanhamento multidisciplinar para avaliar o caso. Mesmo assim, cirurgias ainda são consideradas experimentais.

Fontes: Conselho Federal de Medicina, Carlos Cury (coordenador do Departamento de Estética Genital da Sociedade Brasileira de Urologia), Diretoria da Sociedade Brasileira de Urologia – Secção São Paulo, Paulo Egydio (urologista e andrologista), Anderson Zei Damasceno (médico cirurgião da Clínica Visia) e Oswaldo Martins Rodrigues Junior (psicoterapeuta e diretor do Instituto Paulista de Sexualidade).

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