Relacionamento

No 'BBB' e fora dele, casal em que um bebe demais acaba brigando

Divulgação/João Cotta/TV Globo
Andressa e Nasser: casal não assumiu compromisso, mas discute a relação frequentemente Imagem: Divulgação/João Cotta/TV Globo

Heloísa Noronha

As festas que acontecem no "BBB" sempre são esperadas com ansiedade pelos participantes e pelo público. A bebida alcoólica rolando à vontade costuma deixar a turma mais soltinha e afiada para paquerar, abrir o coração, pagar mico e, claro, brigar.

A edição atual vem sendo marcada pelas discussões de relacionamento regadas a álcool. O eliminado Yuri teve uma crise de ciúmes em que destinou os piores palavrões à Natália. As crises no relacionamento "ioiô" entre Fernanda e André ficam ainda mais acirradas nas noites de balada, quando, depois de beber, a advogada mineira faz marcação cerrada em cima do "príncipe" –irritada, ela jogou um copo de água na cara do rapaz.

E Andressa, sempre dúbia em relação a Nasser, chegou a dar um tapa no rosto dele em um momento de bebedeira. E as tentativas do vendedor gaúcho de obrigar a parceira a parar de beber, lhe oferecendo copos de água, sempre acabam em briga.

Dentro e fora do "BBB13", cenas de pessoas que se excederam na bebida provocam constrangimento. E lidar com um parceiro embriagado causa sentimentos que vão de vergonha à pena, de revolta à vontade de colocar um ponto final no romance.

Segundo a terapeuta cognitivo-comportamental Mara Lúcia Madureira, muitas pessoas têm dificuldade em expressar afeto ou insatisfação e só são capazes de revelar seus sentimentos quando estão alcoolizadas. "Elas bebem para poder falar, mas nem sempre isso acontece de forma consciente. É por isso que alguns indivíduos se tornam melosos ou chatos demais. A sensibilidade fica aguçada", explica.


O ciúme patológico fica ainda mais exacerbado com a bebida, o que culmina em interpretações equivocadas de determinados acontecimentos –uma conversa com um amigo ao pé do ouvido, por exemplo, pode parecer uma cantada. Há uma visão distorcida dos fatos.
 
A psicóloga Dorit Wallach Verea, da Clínica Prisma, em São Paulo, diz que o álcool compromete a autocrítica e a capacidade de se conter. "As carências vêm à tona e a pessoa acaba colocando para fora tudo aquilo que está pensando, mas sem medir as consequências. A falta de censura leva a um vocabulário mais pesado e até a atitudes violentas", conta.
 

Não dê corta

 
Nunca dê muita atenção às palavras daquele que está embriagado. “Mesmo que o conteúdo tenha um fundo de verdade, o ideal é conversar a respeito de qualquer assunto no dia seguinte, quando o outro estiver sóbrio. É importante não discutir nem ceder às provocações", explica Dorit.

No "BBB13", André costuma tentar ignorar os ataques de Fernanda, mas Nasser volta e meia dá corda aos chiliques de Andressa. "A bebida causa um estado de delírio. Ter ou não razão não é o mais importante num momento como esse”, declara a psicóloga Maria Teresa Reginato.
 

Quem abusa do álcool assume as consequências

 
De acordo com Joaquim Ferreira de Melo Neto, presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas), é fundamental impor limites ao parceiro que bebe e dá vexame.

"Depois que tudo passar, ele precisa saber o que fez, mesmo que não se lembre. Quebrou pratos ou rasgou fotos? Deixe os vestígios no mesmo lugar, bem à vista. Vomitou? A limpeza deve ficar a cargo de quem fez a sujeira", exemplifica. Segundo Neto, essas atitudes radicais evitam o início de uma condição de codependência, muito comum entre alcoólatras e seus familiares. 
 
Para os especialistas, dar continuidade ao vínculo afetivo com alguém que não consegue resistir aos próprios limites alcoólicos –e eles variam de pessoa para pessoa– é bem complicado. Uma situação embaraçosa pode nunca mais se repetir, e é claro que todo mundo merece uma segunda chance.



Porém, se o vexame se repete, é hora de acender o sinal amarelo. "E se ocorre uma terceira vez, aconselho a avaliar se vale mesmo a pena manter um relacionamento que traz mais preocupação do que diversão. Sem contar que o parceiro que perde o senso de limites quando bebe oferece o risco de causar problemas e comprometer a vida do outro", afirma Dorit Verea.

"Uma conversa franca, antes de qualquer decisão, pode levar à mudança de rumo. Quem bebe e perde os limites precisa se dar conta do quanto é inconveniente", afirma Maria Teresa Reginato.

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