Vida no trabalho

Está a fim de alguém do trabalho? Pode investir, mas tenha cautela

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O namoro no trabalho pode até ajudar na performance profissional, mas deve ser bem administrado Imagem: Thinkstock

Heloísa Noronha

Do UOL, em São Paulo

06/05/2013 14h34

O ambiente profissional é o cenário onde passamos a maior parte do nosso tempo. Portanto, nada mais natural que do que cultivar as relações interpessoais. Assim, o velho ditado "onde se ganha o pão, não se come a carne" está cada vez mais ultrapassado. Namorar um colega de trabalho é, na maior parte das corporações, algo humano e normal, tido até como estimulante para alguns consultores de carreiras. "O romance no escritório descontrai a rotina e dá energia para manter o pique", diz a psicóloga organizacional Izabel Failde. 

"Bem administrados, esses relacionamentos acabam até ajudando na performance profissional. As pessoas se sentem mais satisfeitas, seguras, com a autoestima em alta", afirma a psicóloga Liliana Guimarães, doutora em Saúde Mental pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e segunda secretária da diretoria da Associação Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho.

O problema é que, com a paixão, muita gente costuma se esquecer de que está em uma empresa e que é o trabalho, não a vida afetiva, a prioridade durante o expediente. "É preciso haver limites. Afinal, as pessoas são contratadas para um objetivo comum, que é o exercício de sua atividade profissional para o progresso de um negócio ou empresa. Se a produtividade fica comprometida, isso começa a incomodar outros funcionários e a gerar comentários inconvenientes", afirma a consultora Viviane Mourão, da Meta&Vida Desenvolvimento em Recursos Humanos.

Às vezes, a confusão começa antes mesmo de o namoro engrenar --ainda na fase da paquera, as pessoas não se dão conta de que violam regras básicas de conduta, normas implícitas que, se ignoradas, podem enterrar a mais brilhante das carreiras.

A primeira delas é transformar a paquera no principal objetivo diário, intercalando as tarefas entre um momento de flerte e outro. Exemplos: arrumar a todo instante pretextos para ir até à mesa do colega charmoso, marcar encontro com a garota que está a fim na máquina do café a cada meia hora, dar uma fugidinha para conversar na escada, ficar falando com o outro por mensagens instantâneas boa parte do tempo.

"Na empolgação, homens e mulheres acreditam que estão sendo discretos, mas na verdade não estão. As pessoas ficam de olho, mesmo, e não demoram a começar a comentar", declara Andrea Huggard Caine, diretora de certificação profissional da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos).

E a fofoca não tarda a começar. "Se a paquera chegou a um ponto em que vocês precisam ficar mais tempo sozinhos, para se conhecerem melhor, marquem um happy hour e resolvam a questão fora dali", diz Andrea. "Quando o clima entre os dois fica muito evidente e vira o assunto da empresa, isso pode afetar a imagem que ambos têm ali dentro. Há o risco de que passem a ser vistos como imaturos, despojados demais e até irresponsáveis", afirma Viviane.

Uma regra vale para qualquer situação: se quiser encontrar a alma gêmea no trabalho, não lance olhares e sorrisos para todos os departamentos. Por mais que a oferta seja boa em quantidade e qualidade, só vai queimar seu filme.

E se o alvo de suas segundas intenções é seu subordinado ou está abaixo de você na hierarquia da empresa, é essencial tomar muito cuidado na hora de demonstrá-las, para que o interesse não seja interpretado como assédio. Esse conselho serve, em especial, para as situações em que você tem dúvidas sobre a reciprocidade do sentimento. 

"Ainda que a paquera evolua, a primeira e mais importante relação ali dentro é a de trabalho", diz Andrea. O uso de e-mails para fazer tais revelações também deve ser evitado --lembre-se que muitas empresas monitoram os computadores de seus colaboradores. 

Se o flerte virar namoro sério, a primeira pessoa que deve tomar conhecimento disso é o chefe --ou os superiores, caso vocês atuem em departamentos diferentes. "É claro que vocês podem ser discretos e confirmar a situação à medida que as perguntas vão surgindo. Mas, mesmo que a empresa seja liberal, a atitude significa transparência e elimina o risco de comentários que possam vir a prejudicá-los. É uma postura profissional", afirma Andrea. 

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