Comportamento

Reconhecer os próprios talentos é essencial para uma vida feliz

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Para descobrir suas próprias qualidades, avalie seu desempenho nas atividades corriqueiras, em vez de procurar algo grandioso em que se sobressaia Imagem: Thinkstock

Marina Oliveira e Rita Trevisan

15/07/2013 17h53

Saber quais são as nossas habilidades e investir no aprimoramento delas é uma forma eficiente de favorecer o desenvolvimento pessoal e profissional e até garantir relacionamentos mais felizes. Afinal, dedicar-se a um objetivo é muito mais satisfatório quando sabemos onde investir a própria energia.

“Reconhecer nossos talentos é o primeiro passo para começarmos a desenvolvê-los”, afirma Marcela Cordeiro Felix de Lima, psicóloga pela PUC-SP. Segundo a especialista, só quando temos noção de nossos pontos fortes e sabemos o que nos torna especiais, podemos focar nestas habilidades para ir além do senso comum e ganhar destaque. 
 
“Todas as pessoas têm dons ou habilidades que os diferenciam dos demais. Agora, saber reconhecer e investir nesses dons é o que faz a diferença entre o sucesso e o fracasso”, diz o psicólogo Alexandre Bortoletto, instrutor da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística. “Nascemos com talentos, mas eles certamente precisam ser lapidados”, defende o especialista.
 

Olhando para dentro

No momento de reconhecer as próprias qualidades, vale avaliar o seu desempenho nas atividades corriqueiras, em vez de procurar algo grandioso em que se sobressaia. “Um bom negociante, por exemplo, pode ser bem sucedido administrando uma empresa e também mediando as suas relações pessoais”, pondera Marcela. Saber tirar proveito das dificuldades, improvisar, ter flexibilidade, criatividade e comunicar-se bem são capacidades que podem ser chamadas de talentos, por impulsionarem o desenvolvimento em diversas áreas da vida. 
 
Outra estratégia é estar atento às sensações que determinadas atitudes provocam em você. “Quando exercitamos nossos talentos, as tarefas parecem mais prazerosas e fáceis de serem desempenhadas”, diz Marcela. 
 
Nesse processo de autoconhecimento, vale também conversar com pessoas de confiança e descobrir qual é a percepção que elas têm a seu respeito. Só tome cuidado para não escolher alguém que dirá coisas boas somente para agradá-lo. “No ambiente profissional, é possível reconhecer muitas capacidades, desde que se esteja aberto para receber o feedback de colegas e chefes”, diz Bortoletto. 
 
Práticas meditativas que levam à reflexão são outros caminhos interessantes e que podem conduzir ao reconhecimento dos dons. “Por meio de meditação, da ioga ou até numa caminhada, voltamos a atenção para dentro e podemos avaliar com mais clareza nossas capacidades e fragilidades. A partir daí, podemos escolher manifestar as virtudes e corrigir as fraquezas”, observa o psicólogo José Roberto Leite, coordenador da unidade de Medicina Comportamental da Unifesp.  
 
É fundamental, entretanto, ter coragem para colocar em prática aquilo que acreditamos ser um talento, mesmo sem ter total certeza disso. “Nós somos aquilo que habitualmente fazemos. Então, à medida que eu manifesto os dons e chego a resultados interessantes, isto molda a minha personalidade”, afirma Leite. 
 

Sempre em movimento

E apesar da importância de se enxergar e valorizar os talentos que se tem, é preciso considerar que as habilidades podem mudar com o passar dos anos. O que explica, por exemplo, o fato de muitas pessoas trocarem de profissão conforme amadurecem. 
 
Assim, apesar de nascermos com alguns talentos ou com facilidade para determinadas tarefas, é inevitável que conforme as habilidades vão sendo desenvolvidas, surjam novos interesses. “Essa mudança faz parte do caminho natural do ser humano, que sente necessidade constante de aprender e evoluir”, diz a psicóloga. 
 
O peso que será dado a estes novos interesses, no entanto, é uma escolha individual. Mas uma coisa é certa: quando se trata de desenvolvimento pessoal, mudanças são sempre positivas. “O reconhecimento de novas habilidades leva à formação de um indivíduo cada vez mais completo”, finaliza José Roberto Leite.

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