Relacionamento

Morar junto antes do casamento serve como "test-drive" para o casal? Opine

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Morar junto já é um casamento, mas sem assinar papéis Imagem: Getty Images

Thais Carvalho Diniz

Do UOL, em São Paulo

02/01/2015 07h10

Em algum momento do relacionamento é normal surgir aquela necessidade de passar mais tempo com o seu par. Quando isso acontece, a primeira coisa que passa pela cabeça é o casamento, certo? Talvez não. Alguns casais, antes de formalizar a união, preferem fazer o famoso "test-drive" e morar junto. Mas será que isso dá certo? É bom para o relacionamento?

Segundo Marina Vasconcellos, terapeuta de casais pela Unifesp (Universidade Federal São Paulo), viver sob o mesmo teto antes de se casar é um movimento cada vez mais comum, principalmente entre casais mais jovens.

"Morar junto é casar, você só não assinou um papel. E em grande parte dos casos, a família e pessoas próximas são tão envolvidas quanto se acontecesse toda aquela comemoração do casamento", diz.

No entando, apesar da informalidade que morar junto aparenta, para a justiça, quando duas pessoas passam a viver sob o mesmo teto, formam uma entidade familiar, o que já configura uma união estável. 

O que o par precisa entender quando dá esse passo é que terá que lidar com conflitos do dia a dia que apareceriam se a união fosse oficial. Por isso, a decisão deve ser bem pensada para que não aconteçam problemas no futuro por precipitação.

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"Pode parecer, mas não deve ser algo tão simples. As pessoas não têm paciência com os menores obstáculos de convivência, acham que não deu certo e acabam se separando. E aí, por já morarem juntas, as consequências são piores do que se fosse um namoro com cada um em sua casa. É como o rompimento de um casamento de fato", explica Miriam Barros, psicóloga e terapeuta de casal e família.

Miriam acrescenta que a experiência pode ter o efeito inverso se for uma decisão tomada por outros motivos que não sejam o amor pelo outro, como por exemplo, querer sair da casa dos pais ou “enxugar” as finanças. A especialista diz ainda que não há como garantir que a relação será duradoura porque o "test-drive" deu certo ou vice-versa.

"Não há uma regra, mas casais que decidem dividir a mesma casa com a relação ainda no início têm mais chances de terem problemas, já que ainda não se conhecem para tal ação. Eles podem não conseguir superar as diferenças e se afastar precocemente".

Para Pamela Magalhães, psicóloga especialista em atendimento de casais, o importante, seja qual for a decisão do casal, é não queimar etapas do relacionamento em função da ansiedade e expectativas. Segundo ela, fazer isso pode favorecer o desgaste da relação, que ainda não tem vínculo forte o suficiente para lidar com certas situações do dia a dia.

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"O namoro é a primeira experiência que você tem com a pessoa escolhida. E é para isso que serve, para que possamos nos conhecer melhor, sentir e pensar sobre o estreitamento da relação. O problema é que em função da impulsividade, alguns mal conhecem o parceiro e já estão comprando apartamento, planejando filhos...", afirma.

E se a intenção é apenas fazer uma experiência antes de tornar "o grande dia" uma realidade, deixe isso claro para o parceiro desde o início. De acordo com as especialistas, o conflito de opiniões sobre a oficialização pode se tornar um fardo, virar discussão constante e acabar em frustração para aquele que tem o sonho de se casar da maneira tradicional.

"Como diz o ditado, o combinado não sai caro. Portanto, ambos devem expor o que é importante e confortável para si. Se o casamento com igreja, festa e tudo mais é algo de extrema relevância para uma das partes, o outro deve levar em consideração esses valores ou deixar claro que morar junto, sem oficializar, é o máximo que será feito", explica Pamela. E diz ainda: "Casar é uma vontade que deve ser exposta assim como a de ter filhos".

Independentemente de como o par vai seguir sua vida juntos, é importante ter algo que marque a mudança de relação de namorado para casado. “O ritual da cerimônia é importante, nem que seja só pra família. É preciso algo para marcar o momento de passagem, seja da maneira que for, e assim se entenda que a relação mudou”, finaliza Marina.

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