Relacionamento

Flertar com outras pessoas faz bem para o seu relacionamento

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"Tanto o homem quanto a mulher flertam para se sentirem mais atraentes", diz psicóloga Imagem: Getty Images

Marina Oliveira e Thaís Macena

Do UOL, em São Paulo

26/02/2015 07h49

Existem vários níveis de flertes. Eles vão desde uma simples troca de olhares, dirigido a um desconhecido na rua, até conversas mais sinceras, quando elogios são trocados por duas pessoas cientes do clima de paquera que está rolando. 

Flertar é trair?

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Flertar, na maioria dos casos, é uma maneira de mostrar para o outro que existe o interesse de mudar o status daquela relação, de deixar de ser só um amigo ou colega e passar a se envolver amorosamente. O flerte também pode ser motivado pelo desejo sexual, ainda que não haja sentimento no meio. Mas não é só isso. As pessoas flertam para reforçar a própria autoestima. E, nessa perspectiva, paquerar não é só para quem está à caça de outra pessoa.

“Tanto o homem quanto a mulher flertam para se sentirem mais atraentes”, diz a psicóloga clínica Andrea Lorena, colaboradora dos setores de pesquisa e tratamento do amor patológico e ciúme excessivo do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso da USP (Universidade de São Paulo). “E o flerte é benéfico, porque a pessoa acaba se sentindo mais confiante sexualmente e isso pode refletir no relacionamento em que ela está”, explica.

Um levantamento divulgado em 2006 pela Best (revista britânica de variedades) apontou que 70% dos ingleses se sentem mais seguros e sensuais ao praticarem o chamado flerte inocente, que, naquele país, recebeu o nome de “flir-delity” (uma mistura das palavras “flerte” e “fidelidade”, em inglês). Na pesquisa, feita com cerca de 2.500 pessoas, mais de 25% dos comprometidos disseram que um pouco de atenção de alguém de fora ajuda a aumentar o desejo pelo parceiro quando se está em uma relação há muito tempo.

 

De acordo com a psicóloga Raquel de Mello, especializada em terapia cognitivo comportamental pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), flertar fora do relacionamento também pode ser uma maneira de agitar um pouco a relação longa, que tende a se desenrolar sem a mesma emoção dos primeiros encontros. “Assim como algumas pessoas que gostam de saltar de paraquedas buscam a sensação que a adrenalina proporciona, outras preferem o flerte para experimentar a aventura e o risco”, explica.

Se o casal tem uma relação monogâmica e a paquera não ultrapassar o limite da sedução, levando a um envolvimento sexual ou emocional com um terceiro, o benefício para a relação a dois virá, ainda que haja culpa. "Se a pessoa busca o flerte para aumentar a autoestima e consegue fazer isso, o sexo com o parceiro fixo pode ficar mais prazeroso. Já se a pessoa que flerta sente-se culpada, ela pode tentar compensar isso, investindo mais no próprio relacionamento”, diz Raquel.

Paquerar é trair?

A resposta a essa pergunta vai depender de cada casal e dos acordos fixados entre eles (mesmo que alguns não tenham sido realmente ditos). “A pessoa precisa saber qual é o limite aceitável para ela e o par. Para muitos, é normal olhar e conversar, mas trocar telefone já é um problema. Para outros, apenas olhar pode ser um 'pecado'”, afirma a psicóloga Aline Sardinha, presidente da Associação de Terapias Cognitivas do Rio de Janeiro.

O limite, em uma rela

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A decisão de paquerar outras pessoas também pode ajudar a repensar o próprio relacionamento. “A situação pode servir como uma oportunidade de valorizar mais a relação em que se está, assim como pode servir para perceber que a união estável já não traz mais felicidade. Nesse último caso, talvez seja a hora de partir em busca de algo novo, que traga mais bem-estar", diz Andrea.

Só é preciso tomar cuidado para não se empolgar demais com um flerte e colocar em risco uma relação que vai bem. É fundamental manter os pés no chão e avaliar o relacionamento como um todo, tendo em mente que toda escolha implica em ganhos, renúncias e consequências.

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