Sexo

Tem nojo de sexo oral? Pare de frescura e aproveite

Caio Borges/UOL
Qual é a sua opinião sobre o sexo oral? Use o campo de comentários para responder Imagem: Caio Borges/UOL

Thais Carvalho Diniz

Do UOL, em São Paulo

27/03/2015 08h00

Sexo oral ainda é um assunto visto com restrição. A prática sexual, que estimula os órgãos genitais com a boca, também é alvo de preconceito pelos mais conversadores e, acredite, muitos casais nunca ouviram falar dela.

Porém, de acordo com a pesquisa Mosaico Brasil sobre a vida sexual do brasileiro, apurada em 2008 –a mais recente sobre o tema– com mais de 8.000 entrevistados, cerca de 60% da população do país pratica a modalidade.

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Segundo a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do estudo e do Prosex da USP (Programa de Estudos em Sexualidade da Universidade de São Paulo), os 40% restantes estão longe do sexo oral por diversas razões.

"Por incrível que pareça, desconhecer a prática também é um dos motivos, além do nojo ou desinteresse", afirma.

Atualmente, mesmo com a evolução da sociedade, a liberação sexual e transformações até nas religiões, práticas sexuais que não tenham relação com a reprodução continuam sendo malvistas por muitas pessoas --ainda mais uma na qual a boca tem contato com o pênis e a vagina, partes do corpo associadas à sujeira.

"Houve um tempo que em transar era visto apenas como a ferramenta para a procriação. Tudo que não tivesse essa finalidade não era aceito. Não é à toa que, para se divertir sexualmente, homens procuravam as prostitutas", afirma a terapeuta sexual e de casal Fátima Protti.

Para o sexólogo Theo Lerner, cada um constrói o repertório sexual de acordo com as variáveis culturais nas quais está inserido. "Muitos acabam de transar e vão para o chuveiro tomar banho, pois veem o sexo como algo sujo e têm logo de se limpar. Por isso, colocar a boca em órgãos sexuais, para alguns, é impensável", explica.

Mapa sexual

Como explorar melhor os pontos erógenos do homem e da mulher

Confira

Em janeiro de 2014, a psicanalista e blogueira do UOL Comportamento Regina Navarro Lins já havia afirmado que os órgãos sexuais podem ficar tão limpos e cheirosos como qualquer outra parte do corpo. Além disso, em condições normais de higiene, o pênis e a vulva têm muito menos germes do que a boca, segundo ela.

Independentemente da limpeza, é importante salientar que a camisinha é elemento obrigatório para fazer sexo oral. A prática desprotegida pode transmitir DSTs (doenças sexualmente transmisíveis), como herpes genital, gonorreia e aids.

O que pode incomodar

A sensação de ter a boca em contato com o pênis deixa algumas mulheres desconfortáveis. Para os homens, o cheiro característico que a vagina também pode ser o problema. A secreção que os órgãos podem expelir afasta as pessoas dessa prática sexual.

Carmita observa que o que é repugnante para alguns pode ser extremamente excitante para outros. "O odor vaginal é um exemplo, pois é capaz de trazer imenso prazer. No caso de quem pratica o sexo oral no homem, é comum o relato de se excitar ao sentir que tem o controle do pênis com a boca".

Algumas pessoas, na maioria das vezes mulheres, se sentem desconfortáveis também ao receber a carícia, justamente por causa da ideia de anti-higiene associada ao sexo oral. Porém, Fátima afirma que boca e língua podem proporcionar sensações de muito prazer.

"Algumas mulheres precisam se sentir limpas e cheirosas para ficar à vontade. De qualquer forma, a higiene também deve ser levada em consideração para tornar o momento mais confortável para ambos. Além disso, existem géis comestíveis, camisinhas com sabor e outras opções que sex shops oferecem", fala.

Outro motivo por trás do estigma do sexo oral é a obrigação em fazê-lo. Afinal, muito se fala sobre a satisfação que ele proporciona. "Nesse grupo, que chamamos de intermediário, encontramos mais mulheres. Apesar de não sentir prazer em fazer sexo oral, elas afirmam praticar para agradar o par", diz Carmita. A situação praticamente não acomete os homens, pois eles costumam ter prazer em praticar e receber.

Seja por qual razão for, gostar de uma modalidade sexual é algo pessoal, que também vai depender da intimidade do casal e de se permitir vivenciar a experiência.

Para a terapeuta sexual Fátima Protti, existem outras muitas formas de prazer e o fato do parceiro não ter interesse por essa não deve ser motivo de conflito. "Tem de ser prazeroso para quem faz e para quem recebe. Tudo que vira obrigação no sexo deixa de ser excitante. Então, é preciso entender e virar a página". 

Getty Images

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