Comportamento

Sete sinais de que você está boicotando a própria carreira

Getty Images
Misturar as vidas pessoal e profissional é um dos sinais de autossabotagem imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Do UOL, em São Paulo

Você tem ótimos contatos, uma formação acadêmica invejável e experiência em empresas renomadas. Mesmo assim, não vê sua trajetória profissional deslanchar nem recebe o reconhecimento que acredita merecer. Talvez seja o momento de analisar se não é você mesmo quem está se autossabotando. Muitas pessoas não se dão conta, mas algumas de suas atitudes depõem, diariamente, contra o ótimo currículo que possuem. Veja, a seguir, os indícios mais comuns de que você vem criando suas próprias armadilhas.

1 - Prestar atenção somente em si e não na empresa

De acordo com Giovani Falcão, gestor de carreiras e projetos da empresa de recrutamento Top Quality, do Rio de Janeiro, uma falha cometida por muitas pessoas é se ater somente aos próprios objetivos profissionais –conquistar uma determinada posição, por exemplo– em vez de tentar alinhá-los aos da empresa. “É importante não só ‘vestir a camisa’ e demonstrar competência, mas estar ciente dos projetos da organização e trabalhar em conjunto com ela”, afirma. Só consegue se destacar quem conhece bem os planos da empresa, a curto, médio e longo prazo, e consegue encaixar neles as atividades do dia a dia, o próprio desempenho e as expectativas.

2 - Não separar os lados pessoal e profissional

Embora seja uma regra básica, explícita ou não, em toda empresa, deixar as questões particulares longe do escritório é imprescindível. Chegar à empresa com uma cara amarrada, seja lá qual for o motivo, e despejar mau humor nos colegas é uma atitude difícil de ignorar, por mais que você seja competente no que faz. O mesmo vale para quem está triste ou preocupado e prefere se manter no silêncio a interagir. Óbvio que não precisa forjar uma alegria desmedida, mas a interação social é um fator primordial hoje em dia. No trabalho, sob os olhos e julgamento alheios, suas emoções podem acabar definindo quem você é. “De fato, os sentimentos não são como caixas que separamos, mas é preciso ter o discernimento de que o ambiente profissional é para trabalhar e que qualquer outra situação deve ser tratada individualmente”, diz Giovani Falcão.

3 - Achar que já sabe tudo

Deixar de estudar e investir no autodesenvolvimento é um erro gravíssimo. Evite lançar mão de justificativas como “não tenho condições financeiras”, “já estudei muito” ou “não adianta nada aprender algo novo porque a empresa não valoriza”. “Lembre-se que o investimento é para a sua carreira e não para o emprego e/ou chefe. Periodicamente, é essencial avaliar os pontos que precisam ser aprimorados e investir no seu aperfeiçoamento. Há diversas opções acessíveis de cursos presenciais e à distância, basta ter disposição e procurar”, declara Ylana Miller, sócia-diretora da consultoria organizacional e de carreira Yluminarh, do Rio de Janeiro, e professora de gestão de carreiras da faculdade Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), também na capital carioca.

4 - Não saber do que realmente gosta

Para Alexandre Nabil Ghobril, coordenador de pesquisa, desenvolvimento e inovação do Instituto Presbiteriano Mackenzie, de São Paulo, muitas pessoas só precisam investir no exercício do autoconhecimento para “se encontrarem” na carreira. Fazer algumas perguntas a si mesmo --como “que atividade que você realiza ou realizou que traz/trouxe satisfação e felicidade?” e “aprecia liderar pessoas, planejar ou executar alguma tarefa em particular?”-- é essencial. “Identificar as preferências ajuda na motivação. Assim você vai poder se esforçar para trabalhar naquilo que seja seu ponto forte e proporcione contentamento. Sem isso, certamente, o seu desempenho será prejudicado”, fala Ghobil.

5 - Ter apego excessivo ao salário

Na opinião de Ylana Miller, um dos piores tipos de autossabotagem, não só no campo profissional, mas no pessoal também, é achar que o dinheiro compensa qualquer situação incômoda. “Não adianta nada o salário ser bom, mas o profissional não gostar do que faz. O apego faz com que não busque uma nova oportunidade que concilie o aspecto financeiro com realização. Aos poucos, a motivação fica comprometida e os resultados também. Nunca a remuneração tratada de forma isolada deve ser encarada como um fator de retenção e/ou motivacional”, diz.

6 - Esperar que a empresa melhore

Aguardar que mudanças aconteçam no ambiente e que algo melhor virá é terceirizar a responsabilidade pela carreira. Evite colocar o seu desenvolvimento profissional nas mãos da companhia, do chefe e/ou de terceiros. A trajetória é responsabilidade do profissional, que não pode depender apenas dos fatores externos para alavancá-la. A atitude inteligente é ter um plano de carreira, investir nas ações e redesenhá-las, sempre que necessário. “Acreditar no seu potencial faz toda a diferença”, fala Ylana.

7 - Não saber se destacar

Achar que sempre chega a vez de todo mundo ter boas oportunidades –promoções, aumentos salariais, prêmios –, mas nunca a sua hora, mostra que a estagnação tomou conta da sua carreira e que você precisa tomar as rédeas dela imediatamente. “Será que não está fazendo mais do mesmo, todo dia, e não se destaca? Você sabe aonde quer chegar? O que os colegas de equipe têm feito de diferente para se sobressaírem? Essas são questões importantes que devem ser avaliadas se você quiser, de fato, assumir o protagonismo da sua trajetória profissional”, declara Rafael Chiuzi, doutor em psicologia do trabalho pela USP (Universidade de São Paulo) e coordenador da Escola Metodista de Educação Corporativa da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo).

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.title}}

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
UOL Estilo
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
do UOL
Redação
Redação
UOL Estilo
Redação
Redação
Comportamento
do UOL
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
Topo