Comportamento

De desodorante a relógio cafona, veja algumas "furadas" dos amigos secretos

Caio Borges/UOL
Relógio de mesa com golfinho surfista configura na lista de presentes esquisitos Imagem: Caio Borges/UOL

Do UOL

09/12/2016 12h40

As confraternizações de final de ano já começaram e, com elas, os amigos secretos também. Seja na firma ou na família, quando você vê, já está no meio de um, presenciando situações constrangedoras ou ganhando presentes horríveis. A seguir, o UOL selecionou algumas histórias de quem já se deu mal. Se também quiser compartilhar o seu caso, escreva nos comentários.

O caso do colar hippie

"A gente faz amigo secreto todo ano com a família do meu marido, que é bem grande. Organizamos o sorteio e estipulamos um valor, algo em torno de R$ 100, para não ficar puxado para ninguém. Aí a minha cunhada me tirou e me comprou um colar de hippie, tipo esses que vende na avenida Paulista, e com ele veio um espelhinho, que parecia esses brinquedos de criança. Mas só de olhar para mim, qualquer pessoa teria a noção de que jamais usaria uma coisa daquelas. Na hora, eu agradeci e até guardei o presente, mas acabei me mudando e nunca mais vi esse colar. Sei lá onde ele foi parar!"

Amanda*, assessora técnica, 36 anos.

ET gosmento que pisca

Arquivo Pessoal
A pedido da reportagem, os antigos colegas de Martins mandaram uma foto do ET, que acabou virando mascote da agência Imagem: Arquivo Pessoal
“No amigo secreto do meu trabalho anterior, logo depois do sorteio, cada um fez uma lista do que queria ganhar, mas eu acabei não preenchendo nada. Aí no dia do amigo secreto, entreguei o livro que a garota que eu tirei pediu e, na sequência, a menina que me tirou foi me entregar o presente.

Quando eu abri, vi que era tipo uma ameba, uma geleca, com um ET que piscava dentro. Eu fiquei com uma cara superconstrangida. A menina viu que eu estava sem graça, que eu não agradeci com tanta sinceridade, mas mesmo assim eu guardei e fingi que tinha gostado. Eu deixei na gaveta e deve estar lá até hoje. Acabou virando piada entre nós.”

Alexandre Martins, social mídia, 25 anos. 

Terrorismo emocional

“Na escola em que eu trabalhava, tinha uma gerente que foi mandada embora em dezembro, mas como ela trabalhava lá há muitos anos, a deixaram participar. Aí ela meio que forçou os funcionários a contarem quem tinha tirado a dona da escola, para trocar com ela --como era o último amigo secreto, ela queria ter a oportunidade de presentear a dona. Então ela fez um livro de fotos dela com a dona da escola e, no final, disse que se considerava da família, chorou, disse que não acreditava que tinha sido mandada embora, que não ia estar mais lá. Então, na verdade, ela fez todo esse esquema para fazer um terrorismo emocional com a dona da escola, sabe?”

Sofia*, professora, 34 anos.

Tio pão duro

“A gente fazia um amigo secreto na família e tem um tio meu que é super pão duro. Todo mundo ficava com medo, pensando ‘Ai, será que ele me tirou?’, aquela coisa toda. E teve esse ano que ele tirou um primo meu, na época ele era pequenininho, tinha uns quatro anos, nem entendia muito a brincadeira. Aí esse meu tio dá o que para ele? Um kitzinho de meia e cueca. Na hora que o molequinho abriu o pacote, ele caiu num choro, jogou no chão e falou na cara dele: “Tio pão duro!”. Ele falou na cara dura o que todo mundo queria falar há anos.”

Pamela*, comissária, 36 anos.

O relógio de mesa cafona

“Ganhei um relógio de mesa bem vagabundo, em resina. Tinha cerca de um palmo de altura, com uma prancha, um golfinho saltando, uma onda batendo e com muitas cores gritantes e desconexas. Era o cúmulo do horror! Foi presente de uma figura morna, da época em que eu trabalhava em uma empresa de celular, em 2005. Os que me conheciam um pouco melhor disseram que a minha cara, com um sorriso amarelo bem no meio do rosto, foi impagável. Fora que me senti carregando uma âncora sem ser um barco --o relógio era pesado, ainda por cima. Deixei o presente em um ponto estratégico de circulação pra que ele fosse logo ‘reabsorvido’ pelo mundo, longe do alcance dos meus olhos. Ou talvez eu tenha jogado no lixo, não me lembro muito bem.”

Daniel Lühmann, 29 anos, tradutor.

Guarda-chuva

“Uma amiga do escritório em que eu trabalhava tirou o patrão. E ela deu uma gravata de marca bem cara para ele. Só que ele a tirou e deu um guarda-chuva. Fiquei tão constrangida!”

Fabrícia Guedes, secretária, 23 anos.

Desodorante vagabundo

“Tem uma prima do meu pai que é super pão dura e teve um ano que ela tirou o namorado da minha irmã e deu um desodorante para ele. Ficou muito chato, porque todo mundo ganhou presente bom, tipo livro e roupa. E o desodorante, ainda por cima, era bem vagabundo. Aí todo ano, quando chega a época do amigo secreto, a gente fica rezando para ela não nos pegar. E esse ano já montamos um grupo para saber o que cada um vai querer e escrevi que podem me dar o que quiserem. E aí meu pai já veio falar para eu tomar cuidado, porque se essa prima me pegar, vou ganhar qualquer besteira. Então meio que já virou piada da família também.”

Camila*, professora, 32 anos.

O português que não entendeu

“O amigo secreto foi tirado pela internet e o cara que me tirou era português. Antes de fazermos a troca de presentes, logo que ele chegou em casa para a festa, já chegou falando: "Eu tirei o Marcus". Se não bastasse, na sequência, sorteávamos, na hora, o inimigo secreto. O mesmo ‘gajo’, logo que tirou o papel, antes de terminar o sorteio geral, também já anunciou quem ele tinha tirado. Virou piada até hoje!”

Marcus Aurelius Pimenta, 54 anos, roteirista.

* Os nomes dos entrevistados foram trocados a pedido deles para manter o anonimato.

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