Equilíbrio

A briga ficou feia com o colega de trabalho? Saiba como resolver

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Barbara Gancia e Maria Ribeiro deixaram o programa "Saia Justa", do GNT, após discutirem Imagem: Reprodução/Instagram

Melissa Diniz

Do UOL

29/12/2016 12h00

Uma briga acalorada que terminou em troca de ofensas recíprocas teria sido a causa da demissão de Barbara Gancia e Maria Ribeiro do programa “Saia Justa”, exibido pelo GNT. As informações são do colunista Leo Dias, do jornal “O Dia”. Assim como elas, muitas pessoas ficam à flor da pele no fim do ano e acabam se envolvendo em desentendimentos que podem ter consequências dramáticas.

Para a psicóloga Ana Cássia Maturano, essa é uma época delicada e propícia a discussões por juntar estresse acumulado, cansaço e a sensação de fim de ciclo. “Nada acontece de uma hora para outra, em geral, as tensões vão crescendo lentamente até que um dia não dá mais para segurar”, diz.

Segundo a terapeuta familiar Miriam Barros, esse efeito é conhecido como “panela de pressão”. “Muitas vezes, em casa ou no trabalho, as pessoas suportam pequenas alfinetadas, deboches, agressões gratuitas e ironia, até que um dia explodem feio e acabam se machucando”, explica.

Diante de pessoas que gostam de provocar, diz a terapeuta, o ideal é tentar discutir a relação logo que os primeiros embates aparecem. “Sugiro falar de maneira clara, sem ofender, que a postura do outro não está agradando e o porquê, isso vai desconsertá-lo e pode evitar problemas futuros.”

Aguentar calado é pior e faz mal à saúde

 “Quem se sente ofendido e adota uma postura passiva acaba deprimido, não devemos ser saco de pancadas em nenhuma hipótese”, explica Mirian Barros.

A psicóloga e coach Bianca Amorim concorda. “No calor da emoção, ativamos um estado de espírito mais crítico e ácido do que o normal. Porém, se não respondemos na hora e pensamos em toda a situação, podemos pontuar com clareza, depois, o que não agradou. O problema é que as pessoas oscilam entre tentar resolver o problema de cabeça quente ou jogar a poeira para debaixo do tapete. É isso que precisamos mudar”, diz.

Getty Images

 

Maturidade e tolerância

Para Miriam, saber parar antes de ferir e ser ferido exige fibra, maturidade e humildade. “Essas não são qualidades fáceis de encontrar em alguém, mas é possível treiná-las buscando desenvolver o autoconhecimento e a autoestima. Quem sabe o que é e o que deixa de ser não se ofende facilmente. Buscar a psicoterapia pode ajudar muito neste processo”, diz.

A tolerância em relação às dificuldades alheias também é bem-vinda para saber relevar ofensas. “Todos temos nossos limites e há pontos sensíveis que, quando tocados, machucam muito. É típico de quem é imaturo provocar e querer ganhar a briga a qualquer custo.”

De acordo com a terapeuta, é preciso esforço para permitir que a razão ganhe da emoção. “Diante de uma provocação, nossa tendência natural e instintiva é revidar, mas não precisamos reagir, podemos pensar e agir com calma e racionalmente”, explica.

Se preferir conversar pessoalmente, explica Bianca, é recomendável fazer uma autocrítica antes e escrever todas as emoções negativas antes do encontro. “Despeje seus pensamentos e sentimentos em um papel e depois leia. Desta forma, é possível clarear as ideias e liberar a raiva e frustração no papel e não na pessoa”, explica.

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