Relacionamento

10 erros muito comuns na vida dos casais: Veja se você comete e como evitar

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Não assumir erros é uma das atitudes mais danosas ao relacionamento Imagem: Getty Images

Melissa Diniz

Do UOL

04/01/2017 07h04

Relacionamentos exigem maturidade, paciência e a capacidade de se colocar no lugar do outro. Qualidades que sempre conseguimos desenvolver a tempo de salvá-los de uma crise. Veja a seguir os dez comportamentos mais letais à relação, segundo especialistas, e pare enquanto é tempo.

1. Diferenças antes eram toleradas, mas depois...

No começo do relacionamento, a chamada fase do encantamento, acontece uma espécie de idealização do par. “É comum que um projete no outro o modelo ideal de parceiro e passe a relevar com certa frequência aquilo que não agrada”, explica o terapeuta de casais Luciano Passianotto. Mas isso não tende a ser duradouro. “Com o passar do tempo, o nível de tolerância diminui e a disposição para fazer concessões também, então as diferenças começam a aparecer”, afirma o psicoterapeuta.

O problema também é sinal de falta de empatia, diz Miriam Barros, psicoterapeuta de casal e família. “Há pessoas que só conseguem focar em si mesmas, suas necessidades e desejos. É preciso enxergar e ouvir o outro, além de saber validar seus gostos e vontades. É preciso entender que o outro sempre será diferente, ainda que tenha conosco muitas afinidades. E diferente não significa ruim”, explica.

Quem vê o que não gosta, mas finge que não vê, diz Miriam, muitas vezes embarca na ideia que com o tempo vai mudar o outro. “Tem muita gente que se casa acreditando nessa ilusão. O outro só muda se e quando quiser.”

2. Imaginar que o par vai te completar? Furada

Tem muita gente que acredita no mito da alma gêmea, metade da laranja ou tampa do caldeirão. Mas, cuidado, isso é furada. “Este é um erro comum muito visto nos consultórios. Algumas pessoas têm a sensação de que só estarão felizes e completos na presença do outro. Acham também que ficar sozinho é muito ruim. Aí, quando a relação termina, fica um vazio enorme e a pessoa cai depressão”, diz Miriam. O desafio é estar bem consigo mesmo sempre, até para que o outro não sirva de tampão.

Na opinião de Passianotto, isso acontece porque muitos procuram no outro uma maneira de terceirizar a responsabilidade por aquilo que não conseguem fazer. “Muita gente gosta de ter um parceiro que tenha características opostas para tentar equilibrar-se. O tímido procura alguém extrovertido para sair mais. O gastador quer um par controlado nas finanças”, explica. 

3. Usar a ameaça de divórcio durante as brigas

Além de ser jogo baixo, com a finalidade de desestabilizar o outro, esse tipo de ameaça acaba por perder o efeito quando se torna repetitiva, sem nunca chegar às vias de fato. “Essa é uma jogada muito perigosa, principalmente quando se transforma em chantagem. Antes de ameaçar, pense nas consequências de um divórcio, sobretudo nas relações mais estáveis. O impacto na família, nas finanças e no lado emocional é grande, por isso, não use esse argumento a menos que ele seja para valer”, indica o psicólogo.

Para Miriam, esse tipo de argumento costuma ser usado por quem é manipulador. “São pessoas que se sentem mais poderosas imaginando que o outro está em suas mãos. Muitas vezes é uma resposta do par autoritário a algum tipo de mudança no comportamento daquele que não quer mais ser manipulado. Vendo sua independência, ameaça. O pior é que, com medo de perder, muitos cedem.”

4. Problematizar demais

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Diálogo é fundamental em qualquer relação e não há como fugir de algumas discussões que podem, aliás, ser bastante saudáveis para o casal. O problema é quando tudo se transforma em motivo para discutir. “Isso é um sintoma de que o casal é bastante competitivo. Nessas relações, cria-se uma certa rivalidade e qualquer ponto de vista precisa virar debate. Dá a impressão que estão disputando rounds”, diz Passianotto.

O pior deste tipo de comportamento, afirma Miriam, é que o relacionamento perde a leveza. “Fica chato e até os amigos acabam deixando de convidar o casal que vive fazendo DR. A atitude se torna uma marca negativa do par e vai desgastando aos poucos a relação.”

5. Desesperar-se quando a fase da lua de mel termina

Não tem jeito, um dia a fase a da paixão acaba e é preciso colocar os pés no chão. É claro que isso não precisa ser necessariamente ruim, mas, mais uma vez, quem se iludiu no começo vai ter mais dificuldades de viver o dia a dia da relação, com seus problemas e desafios naturais. “Isso está ligado ao quanto de expectativa se coloca no outro, quando mais altas as aspirações, e mais longe da realidade, maior a chance de frustração. Ninguém é perfeito e é preciso maturidade para aceitar isso”, afirma Luciano Passianotto.

“Este é o momento de ir para a terapia de casal e realmente discutir a relação. Pode ser que o casal sozinho não consiga lidar com as frustrações e a orientação de um profissional pode ajudar”, explica Miriam. 

6. Ir morar junto cedo demais

A paixão e o deslumbramento, muitas vezes, nos levam à precipitação. “Morar junto muda completamente o jogo e revela questões antes não vistas, afeta a vida social do casal, a rotina, muda o perfil de relacionamento e pode ter um efeito muito positivo, aprofundando a relação. Desde que os pares estejam prontos para isso”, diz o psicólogo..

Casar sem conhecer direito, alerta Miriam, é uma loteria. “Trata-se de uma aposta muito alta e o risco de o outro se mostrar diferente no dia a dia é grande.”

Na opinião da terapeuta, muitos casais se arriscam por encararem as relações como algo descartável. “Isso é fruto do pensamento de que se não der certo é só separar. A verdade é que as pessoas não têm paciência de investir e esperar que o relacionamento dê frutos.”

7. Deixar de namorar

Campeã de queixas entre os casais cuja relação esfriou, a falta de romance é uma espécie de doença que se alastra devagarinho até que um dia seja tarde demais para a cura. “Vemos que isso acontece muito a partir do nascimento dos filhos, pois o acontecimento afeta a intimidade do casal. Por mais que a relação mude com o tempo, nunca se deve deixar de namorar e dividir momentos de carinho”, recomenda Passianotto.

Para Miriam, este é, certamente, o maior erro que os casais cometem. “É preciso agir nos primeiros sinais, quanto maior o esfriamento, mais difícil de recuperar o clima de romance. É preciso manter o afeto e o desejo, cuidando-se para permanecer desejável.”

8. Tornar as saídas com amigos mais comuns que programas de casal

De acordo com Miriam, ter um tempo só para si, sair com amigos e manter hobbies individuais é necessário e muito importante para que o relacionamento dure. O problema é quando cada um passa a fazer uma associação direta entre prazer, lazer e amigos, sem que o outro faça parte disso. “É preciso tomar cuidado para que o outro não seja somente o parceiro de problemas. As responsabilidades precisam ser divididas, mas as alegrias e a diversão também”, diz Passianotto.

Nem sempre, nos entanto, os dois têm o mesmo ritmo e o mesmo ânimo para atividades de lazer. “Aí é a hora de conversar e chegar em um acordo. Um pode ceder um pouco e o outro pode se esforçar mais”, fala o terapeuta.

9. Não assumir seus erros

Na opinião de Passianotto, de uma maneira geral, isso tem se agravado demais em nossa sociedade como um todo. “Tem muita gente que acredita que assumir erros é demonstrar vulnerabilidade. Então, para não parecer fraca, a pessoa não assume, o que acaba por ferir o sentimento do outro. Passa uma ideia de frieza, o que é muito ruim para a relação.”

Segundo Miriam, aquele que não assume suas responsabilidades, em geral, culpa o outro por tudo o que acontece de ruim. “Ninguém suporta isso. É preciso ter humildade e maturidade para reconhecer que errou, pedir desculpas e procurar mudar de atitude”, diz.

10. Ir engolindo pequenos sapos e desapontamentos

Este comportamento, explica Passianotto, é muito característico de casais em que uma das partes tem uma personalidade mais forte e dominante e o outro é mais inseguro. “Para alguns casais, essa complementação até pode funcionar. O problema é quando começa a virar uma ditadura em que um manda e o outro obedece.”

Algumas vezes, afirma o psicoterapeuta, um dos parceiros se cansa de calar após muito tempo de relação, mas o outro não consegue entender a mudança, argumentando que sempre funcionou bem assim. Nesses casos, nem sempre o diálogo funciona, pois o mandão tem dificuldades para validar e compreender os sentimentos do outro.

É preciso ficar alerta, recomenda Miriam, pois sozinhos, os sapinhos podem parecer irrelevantes. Mas com o passar do tempo, vão se avolumando e a situação vai se tornando insustentável. “Normalmente, quem guarda tudo um dia explode de maneira violenta e acaba magoando o outro."


 

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