Equilíbrio

Batata smile, dinheiro dos pais...sinais que podem ser apego à adolescência

Getty Images
Precisa comer sempre comidas que lembram a sua infância? Pode ser um sinal de que está preso na adolescência Imagem: Getty Images

Adriana Nogueira

Do UOL

05/01/2017 07h05

Em artigo para o jornal inglês “The Independent”, a escritora Rachel Hosie listou comportamentos de jovens adultos que indicam que eles ainda estão presos na adolescência (veja a seguir), e dos quais eles deveriam se libertar, Para ela, a fixação nessa fase da vida até se justifica já que as pessoas estão vivendo mais.

Os sete sinais

  1. Tem um chilique quando a previsão da entrega do delivery de comida passa de 11 minutos para 20.
  2. Recusa-se a fazer tarefas domésticas, mesmo que seja lavar a tigela em que comeu cereal.
  3. Não vive sem comidas da sua infância, como batatas smile.
  4. Aceita sem titubear qualquer oferta de dinheiro dos pais.
  5. Ainda mora com os pais. E acha difícil viver sem a certeza da geladeira abastecida e da roupa lavada sem esforço.
  6. Invade madrugadas só para olhar horas a fio o Facebook e o Instagram, mesmo sabendo que terá de acordar cedo para trabalhar.
  7. Vira e mexe tem um novo objeto de paixão. Só que em vez de jogar charme na sala de aula, tenta seduzir pelo sistema de mensagens instantâneas do escritório.

O texto do "The Independent" é uma crítica bem-humorada a um comportamento disseminado na sociedade atual. O UOL ouviu duas especialistas sobre os efeitos negativos de se esticar a adolescência, mas também descobriu que certos traços juvenis podem ser positivos na vida adulta, desde que não atrapalhem o desenvolvimento da maturidade.

Impulsividade

Segundo a psicóloga e consultora em educação Rosely Sayão, o mais preocupante da fixação na adolescência é a impulsividade. “O adolescente não pensa, ele age. E isso não é bom para o adulto, que deve ter a capacidade de prever as consequências das coisas.”

Rosely diz que exemplos dessa impulsividade estão aos montes na internet, onde não faltam comentários e ações movidos por ela e que só produzem efeitos negativos.

Fuga da frustração

A psicóloga Tatiana Leite, especializada em terapia de família pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, afirma que o principal problema dos jovens adultos que não se libertam da adolescência é não saber lidar com a frustração.

“Muitos escolhem se alimentar com fast food porque não sabem esperar o tempo necessário para que uma refeição de verdade seja feita. Diante de dificuldades no relacionamento já partem para outro. Permanecem na casa dos pais, porque não conseguem se inserir no mercado de trabalho. Não sabem lidar com hierarquia e sempre se acham merecedores de um lugar privilegiado”, fala Tatiana.

Rosely Sayão ainda diz que o comportamento não está restrito a jovens adultos. “Vejo muitos pais que se portam como adolescentes. Gente que se queixa de não ter tempo para si, por causa das demandas dos filhos. E não adianta: se teve filhos, seu trabalho só vai acabar quando eles se tornarem adultos. Ainda assim sempre haverá a preocupação por eles.”

Benefícios

As duas especialistas, no entanto, conseguem apontar aspectos positivos na manutenção de certos traços adolescentes.

Para Rosely Sayão, por não ter tantas amarras sociais, o adolescente é muito mais criativo do que o adulto. As pessoas de “espírito jovem” como se costuma dizer podem tirar benefício dessa característica, desde que com maturidade transformem criatividade em atos. "Hoje é comum que as pessoas tenham projetos aos 30, aos 40, aos 50 anos. Antigamente, esperava-se isso de adultos e velhos."

De acordo com Tatiana, outro efeito positivo é o idealismo. “O adolescente é idealista por natureza, engaja-se em causas. Manter isso com o passar dos anos é outra coisa também muito boa.”

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