Relacionamento

Por que algumas mulheres preferem os cafajestes?

Do UOL, em São Paulo

08/01/2017 04h03

Quem nunca se encantou por aquele bonitão, que esbanja autoconfiança, tem uma conversa envolvente e é capaz de fazer com que você aja mais por emoção do que pela razão? O tipo cafajeste, quando é bom, sabe esconder seu real interesse durante os primeiros encontros e seu sucesso com as mulheres vária conforme aspectos comportamentais e até biológicos. Mas por que algumas mulheres gostam desse tipo de homem?

O segredo deles é a sedução e domínio

“O cafajeste age de acordo com um comportamento adquirido. Ao longo de nossas vidas, adotamos ações que experimentamos e deram certo”, explica Mariuza Pregnolato, psicóloga clínica com especialização em Análise Comportamental e Cognitiva pela USP. “Ele é perspicaz, nada sincero, seduz e trai a confiança, não arca com o ônus de uma relação”, continua a psicóloga.  

Para o dr. Thiago de Almeida, psicólogo especializado no atendimento das dificuldades do relacionamento amoroso e organizador do livro “Relacionamentos Amorosos: o antes, o durante... e o depois”, o cafajeste, além de egoísta, é sobretudo um manipulador. “Pessoas com esse perfil sabem dominar o comportamento do outro. Ao final da relação, o manipulado ainda é responsabilizado, o cafajeste inverte a culpa pelos desentendimentos e até por agressões”, diz.

Por que eles atraem? Imagem de poder

Por que, então, as mulheres cedem a esse tipo? “Não se pode generalizar o interesse do público feminino, porém a aparente leveza desse homem influencia. Mulheres que fantasiam um homem poderoso, sem nenhum tipo de questionamento e hesitação, têm chances de se envolver. Homens de verdade têm dúvidas, medos, questionamentos e podem ser frágeis ou ter dias ruins. Mas a mulher que busca um homem idealizado, que vai ter uma alta performance pessoal no primeiro encontro, tem mais chance de encontrar no cafajeste um par ideal. Isso até que ela tenha a chance de aprofundar o contato, momento no qual o cafajeste falha”, conta o psicólogo clínico Frederico Mattos, especialista em relacionamentos amorosos e autor do livro “Relacionamento para Leigos”. 

Outra característica que conta para o sucesso do cafajeste é a autoestima da mulher e seu histórico de valorização no meio familiar. “Diferentemente de uma criança, o adulto não é tão plástico, então é importante que a mulher se questione: ‘qual comportamento estou repetindo que não está funcionando? ’. Se o cara parece um príncipe, mas a relação não está dando certo, talvez você esteja dando muito poder para ele. Nesse caso, a pessoa precisa aprender a valorizar uma real demonstração de afeto”, explica a dra. Mariuza. Prestar atenção nos sinais durante cada encontro deve determinar a continuação desse interesse ou não. “Se o cara for um cafajeste, ele não vai voltar, porém se você aceitar que está tudo bem, então ok. Preste atenção se ele corresponde àquilo que você valoriza, se perceber que ele não age conforme o combinado, é hora de elaborar o luto da perda”, diz.

Período de ovulação pode ter interferência

Estudos também mostram que as mulheres podem ceder ao charme do cafajeste por influência de seu período de ovulação, que é quando elas identificam nesse homem o parceiro ideal. “É uma herança filogenética. A fêmea tem uma busca instintiva, e o macho com mais chance de espalhar seus genes será o macho alfa. Essa herança primitiva atua na fase pré-ovulatória, porém, fora desse período, a mulher não é apenas um ser reprodutor. Ela quer estabilidade, fidelidade, entre outras necessidades. Há uma questão cultural, ela precisa da relação, pois está inserida em um determinado meio”, completa a psicóloga.

Dá pra ter prazer com eles?

Ter momentos de prazer com um cafajeste é possível, desde que se tenha consciência de que essa relação não tem grandes chances de ser duradoura. “Não adianta ser ciumenta e lembre-se de que essa relação não é séria. As chances de o homem cafajeste ser infiel são grandes”, reforça o dr. Thiago de Almeida. “A praticidade conta muito na hora de evitar sofrimento. Ocupar-se com coisas prazerosas e não ativar lembranças dessa pessoa ajudam a superar a fase de rompimento. Mas se você tem a chance de conhecer a fama desse homem e se dispor a se envolver com ele mesmo assim, não há problemas em admitir que o relacionamento casual pode ser bom. Curta uma noite legal, esse homem pode ser encarado apenas como um plus”, finaliza a dra. Mariuza.

 

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