Vida no trabalho

Na crise, não falta gente que "se vira nos 30", como o ator de Velho Chico

Adriano Vizoni/FolhaPress
O ator Anderson Vianna faz faxina, enquanto se especialializa como ator na Universidade de São Paulo Imagem: Adriano Vizoni/FolhaPress

Adriana Nogueira

Do UOL

16/01/2017 18h19

O ator Anderson Vianna, que em 2016 fez a novela “Velho Chico” (Globo), tem conciliado os estudos de especialização na carreira artística na USP (Universidade de São Paulo) com a prestação de serviços como faxineiro. Vianna é um dos exemplos cada mais vez comuns de gente que para enfrentar a crise "se vira nos 30". A seguir, veja histórias.

Karla Costa, 24

Reprodução/Facebook
Imagem: Reprodução/Facebook

“Morava em Santos [litoral de São Paulo], onde trabalhava como coordenadora comercial de uma escola de gastronomia. Em fevereiro de 2016, eu me casei e mudei para São Paulo. Comecei a procurar emprego nessa área. Quando achava algo, ou o salário era muito baixo ou eram muitos candidatos para uma vaga. Para pagar as contas, aceitei um emprego como atendente de telemarketing, onde fiquei três meses. Um dia, um amigo do meu marido falou: ‘Karla, você gosta de cozinhar, por que não vai na casa das pessoas, cozinhar para elas?.’ Realmente, sempre gostei e, quando estava na escola, virava e mexia assistia a alguma aula, mas fiquei com medo de não dar conta. Ele me indicou para uma conhecida e fui. Deu supercerto! Hoje, de segunda a sábado, vou até a casa dos clientes para cozinhar até sete pratos principais, que a pessoa congela para usar durante a semana. Cobro de R$ 150 a R$ 180 a diária, dependendo da distância da minha casa. Já teve gente que me sugeriu dizer chef, quando perguntam minha profissão, mas eu não hesito em responder que sou cozinheira.”

Fernanda Summa, 40

Reprodução/Facebook
Imagem: Reprodução/Facebook

“Trabalhei durante 20 anos no mercado corporativo, na área de marketing e produtos. Estava na LG, como gerente geral de marketing, quando, em março de 2016, fui demitida, depois de dez anos. Foi um choque. Claro que tinha uma reserva, mas me bateu um medo. Muitas contas fixas para pagar. Também tinha certeza de que não queria voltar para uma empresa. Uma amiga me adicionou na Dots [rede de compartilhamento de talentos] e eu comecei a ver várias histórias de gente que deixou suas profissões de origem de lado para se dedicar a negócios variados. Paralelamente a isso, queria me alimentar melhor e passava muita frustração por não encontrar o que queria nos mercados. Foi aí que veio a ideia de vender alimentos orgânicos. Comecei a 'Eu Orgânico' no Whatsapp, organizando as entregas de uma amiga produtora. O objetivo é conectar produtores e consumidores. Atualmente, o esquema de venda é assim: na quinta-feira, mando um e-mail com os vegetais disponíveis. Recebo os pedidos até domingo e, na terça, faço as entregas. Grande parte do que vendo é colhida no dia anterior. Faço de 15 a 20 entregas semanais. Não ganho a mesma coisa que ganhava antes, mas descobri que a gente pode viver com menos. Eu e meu marido –que é educador físico e pequeno empresário-- cortamos os supérfluos: viajar para fora do Brasil, comer em restaurantes sempre, roupas... De tudo, o que sinto falta, e quero retomar, é viajar. Às vezes, a crise vem para melhorar as coisas. Meu filho [que tem seis anos] era muito seletivo para comer. Trabalhando em casa, com orgânicos, aos poucos, ele começou e experimentar. Fiquei emocionada no dia que ele me pediu uma maçã.”

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