Sexo

Como você pode ter uma vida sexual melhor ao praticar atividades físicas

Helô Oliveira

Colaboração para o UOL

21/01/2017 04h07

Suar a camisa na academia é a chave para ter uma vida sexual mais saudável. Segundo um estudo realizado pela Universidade de Harvard com 22 mil homens de 40 a 70 anos, aqueles que se exercitam regularmente têm uma melhora significativa na função erétil. Na Unicamp, pesquisadores analisaram mais de 600 mulheres acima de 50 anos e descobriram uma correlação entre ser fisicamente ativa e manter a vida sexual em dia. Ainda não está convencido? Estudiosos da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, revelaram que mulheres que tomam antidepressivos (que usualmente diminuem a libido) apresentam maior apetite sexual e lubrificação logo depois de treinarem.

A ciência ainda não estabeleceu exatamente qual é a relação entre exercícios e sexo, principalmente porque não é possível mensurar a libido por meio de exames e, portanto, todas as pesquisas são baseadas na autorreferência – ou seja, quem avalia se algo fez efeito ou não são as pessoas que participam dos estudos. Para Diego Leite de Barros, fisiologista do esporte do HCor e diretor da DLB assessoria esportiva, de São Paulo, uma provável explicação estaria relacionada à satisfação com o próprio corpo. “Uma pessoa pode ter vergonha de seu corpo e, de repente, ver seu físico ficar mais desenhado. Com a autoestima lá em cima, ela fica mais confiante na cama”, argumenta.

A melhora da circulação sanguínea também pode ser uma resposta. Nosso corpo funciona assim: toda vez que precisamos focar em uma atividade, ele concentra maior fluxo sanguíneo nessa região – se você comeu muito, por exemplo, ele é direcionado para o sistema digestório. “Quando há estímulo sexual, o sangue é encaminhado com maior enfoque para os órgãos genitais. No homem, a resposta é a ereção”, afirma Eduardo Vieira da Motta, ginecologista e mastologista do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo. Quem se exercita ganha vasos mais eficientes no transporte de sangue – logo, ele chega onde precisa com mais eficiência.

Libido em alta

 

Praticar exercícios estimula, e muito, nossa libido. “Isso acontece porque a atividade física melhora a ativação de áreas do sistema nervoso simpático que, entre outras funções, promove a liberação de adrenalina, hormônio que faz o coração bater mais forte”, explica Celso Gromatzky, urologista do Hospital Sírio Libanês e professor da Faculdade de Medicina do ABC. Junta-se à adrenalina a secreção de endorfinas, ocitocina e testosterona e a mente alcança um estado de relaxamento e prazer ímpar, que deixa qualquer um propenso a se animar na cama. “A testosterona está relacionada ao aumento da libido e, coincidentemente, também é peça-chave para o desenvolvimento dos músculos”, diz Gromatzky.

Todas as atividades físicas estimulam o corpo a secretar esse hormônio, porém há uma modalidade que é ainda mais potente nesse quesito: a musculação. Quando nos exercitamos, os músculos sofrem microlesões. Para reconstruir o tecido lesionado, o organismo sintetiza mais proteínas. “Para que aconteça essa síntese proteica, o organismo libera testosterona. Como as microlesões acontecem mais na musculação, a secreção de testosterona – e, consequentemente, o aumento da libido – será maior caso opte por essa atividade”, salienta Rodrigo Cenzi, diretor técnico da Academia Leven, de São Paulo.

O melhor momento para aproveitar a bomba hormonal pró-libido é alguns minutos após o treino. “É quando as pessoas estão com os níveis de satisfação maiores, mais alegres e mais dispostas”, aponta Cátia Damasceno, fisioterapeuta especialista em uroginecologia, de São Paulo. O mais importante é manter uma rotina ativa, pois os efeitos só serão observados depois de três meses de exercícios regulares.

Mas nada de sair treinando loucamente para turbinar a vida debaixo dos lençóis. Exagerar na dose, principalmente em atividades prolongadas e intensas, faz o organismo produzir mais cortisol, o famoso hormônio do estresse. “Toda vez que você está sob pressão, o cérebro entende que está em risco e desencadeia uma série de reações para enfrentar a situação. Uma delas é produzir esse hormônio. Por isso, todo o foco vai para esse instinto, deixando a busca pelo prazer em último plano”, ressalta Motta. Quando o cortisol está em alta, o corpo produz menos testosterona. Isso explica porque transar está no final da lista de prioridades de uma pessoa estressada. Além disso, treinos potentes deixarão os músculos doloridos, tirando toda a disposição física para o sexo. Por isso, lembre-se: treine cerca de três vezes por semana e tire dias de descanso entre cada atividade. O segredo está no equilíbrio.

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