Equilíbrio

"Saí correndo de cueca no desespero para salvar meu gato"

Arquivo Pessoal
Caio Torres, 27 anos Imagem: Arquivo Pessoal

Helena Bertho

Do UOL

17/02/2017 04h00

Fãs de gatos entenderão o perrengue do designer Caio Torres, 27, que saiu de roupa íntima pela Avenida 23 de Maio em busca de um veterinário. Seus gatos passaram mal depois de tomar antipulgas e... “No desespero, não me toquei que estava de cueca e correndo com um gato no meio da avenida 23 de Maio”, lembra. Caio faz parte daquela categoria de pessoas tão viciadas em felinos que trabalha de casa com os pets (no caso dele, quatro) e não consegue dormir fora porque sente falta deles por perto.

Você certamente conhece Caios por aí. A figura atual do "maluco por gatos" envolve muitas fotos dos bichos nas redes sociais, uma tendência a só falar deles, pelos nas roupas, arranhões nos braços e uma inegável disposição para fazer loucuras pelos bichanos. Não é à toa que existem mais de 60 milhões de vídeos de gatos online!

E isso tem explicação científica. A pesquisadora americana Elizabeth von Murgghentaler afirma que o ronronar dos gatinhos tem poderes curativos sobre os humanos, podendo aliviar o estresse e até curar doenças. 

“Eu era alérgica, mas criei resistência”

Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal
Talvez cure até alergias... Bem, para isso não temos comprovação científica, mas a experiência de Bianca Ferreira, 22,  que adotou um bichano mesmo sofrendo de rinite e alergia a pelo e se diz curada. Óbvio que ela enfrentou crises terríveis de coceira, mas não só se jogou nos remédios para aguentas como arrumou mais dois para fazerem companhia ao primeiro. No fim, acredite se quiser, a rinite sumiu. “Acho que acabei criando resistência”, brinca. Entre os amigos e conhecidos, ela tem fama de só falar dos pets.

“Tenho nove gatos e, se pudesse, teria mais”

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Tem ainda o clássico salvador de felinos abandonados. Caso da fotógrafa Patrícia Gnipper, 33, que herdou da mãe o hábito de resgatar bichinhos abandonados. Mas hoje ela leva todos para instituições. ""Eu tenho nove gatos e, se pudesse, levava todos que encontro para casa, mas é preciso ter um limite. Fechar as portas quando as condições já não suportam mais. Senão, além de não conseguir ajudá-los direito, você ainda se prejudica”, diz.

E manda um recado para quem diz que gatos não se apegam a pessoas: "Gatos amam muito, mas não dispensam a independência e a autonomia deles. Para se dar bem com eles, a gente precisa saber amar sem dominar, e isso é lindo". 

"Tenho passagem na polícia por causa de gatos"

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
As histórias da auxiliar de pet shop Marisa Silva, 20, fazem jus à de Caio – o do início desta matéria, lembra? “Tenho até passagem pela polícia por invasão! Entrei em casas onde havia denúncias de animais maltratados”, conta. Marisa já se enfiou em meio de briga de cachorros para resgatar felinos e, pasme, já encarou entrar num bueiro por sua causa nobre. Depois das aventuras, tem por hábito procurar um lar para os animais, porque ela já tem cinco gatinhos.

 

"A gente ajuda e ainda ouve críticas"

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal
Quando a paixão é demais, o chamego vira trabalho. A jornalista Lyra Libero, 27, por exemplo, além de cuidar das suas três gatas, virou catsitter. “Felinos odeiam mudanças bruscas, e deixar em hotelzinho pode ser ruim para eles, então eu ajudo pessoas que querem viajar e não têm com quem deixar os gatos.”  

Lyra também superadvoga pelos felinos nas redes. Uma das principais reclamações dela: o preconceito com os gatomaníacos. “As pessoas abandonam, aí a gente tenta ajudar e ouve que é 'a doida dos gatos' de um jeito pejorativo. A figura da acumuladora de animais existe, e é diferente. Existem resgates em que as verdadeiras protetoras retiram 30, 50 gatos de uma residência, todos doentes e com fome.”  

Getty Images

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