Comportamento

Autora de "Trem-Bala", Ana Vilela esnoba haters e quer quebrar padrões

Melissa Diniz

Do UOL

03/03/2017 04h02

A profundidade da letra de “Trem-Bala” já fez muita gente questionar de onde vem tanta maturidade, já que sua autora, Ana Vilela, tinha apenas 18 anos quando a escreveu. “É um amontoado de experiências. Eu cresci com meus avós, não com meus pais. E, lógico, por mais que isso seja uma questão resolvida na minha cabeça, quando você é criança, passa por certas coisas e fica meio triste. É tenso não ter o pai e a mãe e eu não tinha tanto contato com eles na infância”, revela.
 
Para ela, a composição da música, que em seu canal no YouTube tem mais de 6 milhões de visualizações, foi uma espécie de reconstrução emocional. “O ano de 2015 foi muito ruim para mim, eu passei por um turbilhão de coisas. Sejamos bem francos, tomei um chifre gigante, nervoso, e eu me afastei dos meus amigos, da minha família. Então, 2016 foi um processo de reconstrução, de saber que eu não preciso das pessoas, que eu consigo fazer as coisas sozinha, mas é legal ter elas por perto.”

“Nem ligo para os haters”

“Eu já sofri vários tipos de assédio. Na internet as pessoas não têm filtro. Tem a galera que fala que eu sou gorda. Que, convenhamos, né, quem não sabe que eu sou gorda? Tem gente que fala da minha orientação sexual. Tem gente que fala do meu cabelo. Mas, não ligo mesmo. Sempre assisti a vídeos na internet e sou muito fã das pessoas que produzem esse tipo de conteúdo. Essa galera sempre fala nos vídeos: ‘Ah, rola hater, mas dane-se’. Acho que aprendi com eles a não dar bola.”

“Não sou só eu que estou fora do padrão”

“Não sou só eu que estou fora do padrão. Maria Gadú, que é o amor da minha vida, não tem nada de padrão. Marília Mendonça, que está aí estourada, não tem nada de padrão. Faço a minha música com meu coração, não com meu corpo, não com meu cabelo, não com meu peso, o que importa para mim é que ela chegue ao ouvido das pessoas."

"Ninguém precisa ser magrinha para fazer sucesso"

 “Eu tive muito problema com isso, por muito tempo, no comecinho da adolescência, sofria horrores. Rolava bullying na escola. Mas fui crescendo e ficando muito bem resolvida. Hoje, se eu tiver que mudar, se eu tiver que emagrecer, vai ser por uma questão de saúde, não por padrão estético. Quero aproveitar para provar que ninguém precisa ser magrinha para fazer sucesso. Quando a música é boa, quando você faz com o coração, não interessa o que você é por fora.”

"É uma música sobre mim"

"A canção foi escrita em uma hora e meia, no dia 21 de agosto de 2016, data do encerramento da Olimpíada. Na hora eu achei legal, mas eu tenho mania de compor e deixar a música esfriando, depois eu vou lá e escuto e, se for boa, eu mostro para outras as pessoas. Mas esta ficou muito boa e então mandei para três amigos na mesma hora. Não se sabe ao certo quem foi o responsável pelo vazamento, mas, em pouco tempo a canção viralizou. 'Trem-Bala' não teve nada de pretensioso, é uma música que eu fiz para mim, sobre mim, em um momento meu e só meu. As pessoas se identificarem foi culpa delas, não tive nada a ver com isso (risos)."

“As coisas aconteceram muito rápido”

“Foi bizarro. As coisas aconteceram muito rápido. Passaram a me parar na rua para tirar foto, programas de TV começaram a me ligar. É muito insano, você não entende até passar por isso.”

"Todo mundo me dá apoio"

“Meus amigos me dão muito apoio. Está todo mundo ali, comigo. Meu avô é meio mestre dos magos, chega, fala um negócio e vai embora e você fica pensando um tempão no que ele falou.”

"Meu primeiro cachê gastei no Outback"

“Abriu um Outback em Londrina e eu sempre quis ir, mas ganhava muito pouco, absurdamente pouco, aí quando eu ganhei o primeiro cachê eu fui. Foi muito massa.”

“Quem fala não para a Gisele?”

Reprodução/Instagram
Gisele fez um post no Instagram cantando "Trem-Bala" Imagem: Reprodução/Instagram
“A assessora dela havia me procurado dizendo: ‘Ana, a Gisele queria gravar sua música, pode?’. Eu falei, lógico, né? Quem fala não para Gisele Bündchen?" 

"O Luan é um caso à parte na minha vida"

 “Eu penso no dia em que cantei com o Luan Santana no Caldeirão do Huck, no final do ano passado, e penso que não é possível que isso aconteceu, porque o Luan é um caso à parte na minha vida, eu sou muito fã dele, desde os 12 anos.”

"Quero um Grammy"

“Já que é para sonhar, eu quero um Grammy, eu sei que é quase impossível ganhar um, mas muitas coisas impossíveis têm acontecido na minha vida, então não vou duvidar de mais nada.”

Assista Ana Vilela cantando "Trem-Bala" na íntegra. 

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