Comportamento

Professora americana dá lição de biologia para lutar contra transfobia

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Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL

10/03/2017 11h26

Grace Ann adotou um discurso certeiro para combater a transfobia. A professora do ensino médio de uma escola nos Estados Unidos postou uma série de dados de biologia para comprovar que a ciência não pode ser usada para qualquer defesa de preconceito contra transexuais.

“Acabei de comentar isso em um post transfóbico que dizia ‘nas espécies sexuadas, fêmeas têm dois cromossomos X e machos têm um X e um Y, não sou intolerante, é só ciência’. Sou uma professora de ciências, então respondi assim.

Primeiro de tudo, nas espécies sexuadas, você pode ter fêmeas XX e machos X (insetos, você pode ter fêmeas ZW e machos ZZ (pássaros, você pode ter fêmeas que se tornaram fêmeas por conta do ambiente mais quente e machos por se desenvolverem em ambientes mais frescos (répteis), pode ter fêmeas porque elas perderam seus pênis (platelmintos), pode ter machos porque eles nasceram fêmeas mas mudaram de sexo porque o único macho do grupo morreu (alguns peixes), você pode ter machos que agem como fêmeas para se aproximar de outras fêmeas (alguns peixes), ou você pode ser um em milhares de sexos (limo e alguns cogumelos). Oh, você quer dizer humanos? Ah, então ok. Você pode ser um homem que nasceu mulher, mas você tem uma espécie de deficiência de alfarredutase então você ganhou um pênis aos 12 anos.  Você pode ser uma mulher porque você tem os cromossomos X e Y, mas você é imune a androgênio, então você tem um corpo de mulher. Você pode ser uma mulher porque você tem cormossomos X e Y, mas o seu Y está perdido no gene SRY, então você tem um corpo de mulher. Você pode ser homem porque você tem dois cromossomos X, mas um dos seus X tem um gene SRY, então você tem um corpo masculino. Você pode ter um corpo de homem por que você tem dois cromossomos X, mas também tem um Y. Você pode ser mulher porque você só tem um cromossomo X. E você pode ser homem porque você tem dois cromossomos X, mas seu coração e seu cérebro são masculinos. E vice e versa. Não use a ciência para justificar sua intolerância. O mundo é muito estranho para esta merda”.

O post da professora de 33 anos viralizou e já conta com 47 mil curtidas, 2,5 mil comentários e quase 30 mil compartilhamentos no Facebook. Em sua biografia no site, Grace se descreve como uma pessoa extremamente apaixonada por educação, evolução, ecologia e biologia. E também uma lutadora pela justiça social.

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