Sexo

5 dicas para ajudar a retardar o orgasmo masculino

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Homens e mulheres têm tempos diferentes para atingir o orgasmo Imagem: Thinkstock

Gabriela Guimarães e Marina Oliveira

Colaboração para o UOL

13/03/2017 04h00

Homens e mulheres têm tempos diferentes no sexo. Fisiologicamente, a ala masculina está preparada para atingir o nível de excitação mais rápido – o que possibilita a ereção -, porque basta que uma pequena quantidade de sangue flua para o pênis e enrijeça o órgão. “Já para as mulheres se excitarem é preciso um fluxo sanguíneo maior, para preencher as paredes externas da vagina, o clitóris, os grandes e os pequenos lábios. Leva mais tempo, sem dúvida”, explica a terapeuta sexual Maria Cristina Romualdo Galati, do Instituto Kaplan, organização não governamental que desenvolve projetos e ações em educação sexual.

Há também uma questão cultural: os homens sempre foram estimulados a expressar e a realizar seus desejos mais íntimos, enquanto as mulheres há pouco tempo passaram a usufruir de mais liberdade sexual. “Não à toa, muitas ainda precisam vencer inibições para se excitarem sexualmente”, diz Maria Cristina.

Esses dois aspectos influenciam diretamente na capacidade de atingir o orgasmo – e no tempo necessário para cada um dos pares chegar lá. Nesse cenário, não é incomum que o homem goze antes da mulher, o que pode ser bastante frustrante para ela. Mas, quando não há uma disfunção sexual que exige tratamento médico, há maneiras de equilibrar esses ritmos, para que os dois respondam afirmativamente à clássica pergunta: “Foi bom para você?”.

Troque de posição durante a transa

O homem que quer prolongar a penetração tem que aprender a controlar o tesão e não a ejaculação. Porque, uma vez superexcitado, a resposta do corpo é involuntária: ele vai ejacular, queira ou não. Mudar a posição sexual, ao perceber que o nível de tesão está alto, é uma boa estratégia. Por exemplo, se o homem ou a mulher curte muito uma posição, por exemplo a penetração por trás, é melhor deixar essa modalidade para quando já estiverem bem próximos de gozar ou para depois do orgasmo dela. Até lá, vale escolher posições mais excitantes para quem usualmente demora mais para se satisfazer.

Sexo oral nele: use com moderação

Embora cada indivíduo seja único, segundo a sexóloga Carla Cecarello, mestre em Ciências da Saúde pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o sexo oral é muito mais excitante para os homens do que para a maioria das mulheres. Estimular o par com a boca durante as preliminares pode provocar grande excitação e dificultar o controle do orgasmo. Por isso, se o parceiro tende a se deixar levar pelo tesão, o ideal é que o sexo oral seja feito quando a mulher já estiver satisfeita com o nível de excitação e prazer alcançado na transa.

Não pule as preliminares

Não adianta estimular a mulher partindo logo para a penetração ou mesmo tocando diretamente os genitais dela. É preciso que as carícias comecem lentamente – com beijos, abraços e toque em outras regiões do corpo – para que ela se excite a ponto de desejar e pedir por estímulos mais objetivos. Ao pular as preliminares, é mais difícil o homem manter o ritmo intenso e controlado da penetração até que a mulher goze. Fora que, durante esse aquecimento, pode até ser que ela chegue ao orgasmo, o que faz com que os dois sigam para a penetração menos ansiosos.

Exercícios ajudam

Algumas técnicas favorecem o controle ejaculatório, conforme afirma a sexóloga Quetie Mariano Monteiro, do Ambulatório de Medicina Sexual do Centro de Referência da Saúde da Mulher do Hospital Peróla Byington, em São Paulo. Uma delas consiste em a mulher estimular o pênis, com masturbação, até o ponto próximo de ejacular. “Então, é só parar e fazer uma compressão suave na base do pênis, por três a quatro segundos”, explica Quetie. O exercício deve ser reiniciado depois de 15 a 30 segundos. A sugestão é fazer isso três vezes e, então, permitir a ejaculação. “Como a sensibilidade é uma questão muito individual, a intensidade da pressão no pênis deve ser avaliada antes do exercício. Mas se houver dúvida ou se a ejaculação for realmente difícil de controlar, é essencial procurar a orientação de um especialista”, diz a sexóloga. Interromper a transa no momento em que o homem sente que o orgasmo se aproxima também pode ajudar. Quando ele perceber que o tesão está controlado, basta que o casal retome a penetração.

Diálogo é o melhor esquenta

O casal precisa falar sobre sexo se o objetivo é que a transa seja satisfatória para os dois. Até para testar as dicas sugeridas acima, é preciso que o diálogo exista. “O que você gosta que eu faça?”, “Isso dá prazer?”, “Você prefere que eu faça dessa forma?”, “Vamos tentar algo novo?”. Todas essas perguntas são úteis e podem ser feitas ao par antes, durante e depois do sexo.

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