Equilíbrio

Marcos diz no BBB que filhos de pais separados não são saudáveis; oi?

Reprodução/TV Globo
Marcos fez declaração antiquada sobre filhos de pais separados em conversa com Emilly Imagem: Reprodução/TV Globo

Thamires Andrade

Do UOL

22/03/2017 14h12

No BBB17, Marcos e Emilly conversavam sobre relações passadas e a gaúcha comentou sobre um ex-namorado que queria muito ter um filho com ela. Diante da possibilidade de Emilly ser mãe solteira, Marcos afirmou que se ela tivesse um filho, estaria em uma roubada e que não acha saudável uma criança ser criada por pais separados. De acordo com os especialistas ouvidos pelo UOL, a declaração do participante é conservadora e antiquada.

Para Denise Miranda de Figueiredo, psicóloga especialista em Terapia de Casal e Família pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), essa ideia é antiquada, pois a qualidade da paternidade e da maternidade não está relacionada com o fato de estar casado ou viver na mesma casa.

"O homem pode ser um bom pai estando separado da mulher e ser um péssimo pai morando na mesma casa com os filhos. Uma coisa não está relacionada com a outra. A maneira que a maternidade e a paternidade é exercida independe do lugar onde os pais vivem", fala Denise.

Ideal de família ultrapassado

Na opinião da psicóloga, esse tipo de pensamento conservador é mais frequente entre as pessoas que tem no imaginário a família ideal como sendo pai, mãe e crianças na mesma casa. "Hoje em dia as coisas mudaram e existem outros formatos de família que também tem qualidade em seus relacionamentos. O mais importante para os filhos é que o pai e a mãe tenham uma relação de qualidade e verdade com eles, buscando sempre o bem-estar e proteção das crianças. Quando adultos permanecem infelizes e casados, só pelos filhos, eles percebem", fala.

Para Gabriela Malzyner, psicóloga pela PUC-SP e psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae, é surpreendente ouvir alguém que se posicione dessa maneira em 2017. "Essa posição é moralista e antiquada. Hoje as famílias se constituem em outros formatos e isso não significa nada. Estar em uma família tradicional não garante que a criança será feliz ou triste", fala.

Denise pondera que talvez Marcos pense assim por alguma experiência própria. "Talvez ele tenha tido alguma experiência com pais separados ou pessoas próximas que viveram isso e fala dessa forma. Mas, na verdade, cada pessoa e cada criança experimenta a separação dos pais de um jeito diferente", diz.

Como a separação impacta os filhos

Gabriela deixa claro que uma separação causa impacto na vida dos filhos e os deixam tristes, mas destaca que se entristecer faz parte da vida. "Perdas e lutos fazem parte da vida e a separação existe a todo momento em nossa vida. Deixamos de ser criança para virarmos adolescente. Largamos a adolescência para a vida adulta. São os rompimentos da vida. Uma separação é um luto importante que tem que ser vivido da melhor forma pela família", fala.

Para ela, muitas vezes, a separação é um caminho mais saudável do que permanecer junto. "Para algumas crianças, o ganho pelos pais terem se separado é imenso. Principalmente se haviam casos de muitas brigas, agressão e violência doméstica. Não é um ambiente saudável", diz.

Jeito dos pais lidarem muda tudo

O jeito que os pais lidam com a separação faz toda diferença em como as crianças passam por esse período. Gabriela recomenda sempre falar a verdade, abrindo espaço para o diálogo, dúvidas e angústias.

Outra questão difícil para os pais é deixar que a criança fique triste. "Os pais já estão passando por um momento complicado, mas eles também precisam suportar a dor dos filhos. A criança tem direito de ficar triste por isso e seria até estranho se não ficasse. Com isso, fica o ensinamento de que as dores vêm e vão e que não podemos nos livrar tudo, mas podemos aprender a lidar com tudo", fala.

Denise também comenta a importância de preservar a imagem de pai e mãe. "Não é por que não deu certo como marido e mulher que não dará certo como pai e mãe. Para isso, não dá para ficar falando mal um do outro na frente da criança. É muito ruim para os filhos, pois se ele sentir que o pai ou a mãe é ruim, ele se sentirá vulnerável e desprotegido", fala.

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