Especial BBB17

"BBB": antropólogo diz que ser humano sente prazer com sofrimento alheio

Reprodução/TV Globo
Após acusação de Marcos em jogo da discórdia, Ilmar chora ao vivo e ameaça desistir do BBB17 Imagem: Reprodução/TV Globo

Vivian Ortiz

Do UOL, em São Paulo

04/04/2017 22h21

Os brothers do "BBB17" foram surpreendidos na noite da última segunda-feira (4) com um "Jogo da Discórdia" diferente, que rompeu a "lei do isolamento" proposta. Um surto de raiva de Marcos, ocorrido horas antes, colocou fogo na discussão, que acabou levando a produção a levar ajuda psicológica aos participantes. Discussões com dedo na cara, gritaria, acusações e choro fizeram parte da edição do programa. Mas por que o público adora esse tipo de "barraco" no BBB? 

Um certo gosto pelo drama e pelo clima de tensão é algo inerente ao ser humano, segundo avalia o antropólogo Darrell Champlin. Ele explica que faz parte de nosso "comportamento animal" ficar feliz ao ver alguém que é nosso "concorrente" sofrer. O especialista ressalta que há evidências, ainda não comprovadas, de que o fenômeno de "sentir prazer com a desgraça alheia" não seria apenas social, mas biológico.

Durante o polêmico "Jogo da Discórdia", em que os candidatos eliminados enviaram perguntas aos BBBs confinados, enquanto os que estavam no estúdio riam (incluindo o apresentador, Tiago Leifert), os confinados demonstravam desespero ao serem pressionados, ao vivo, diante de todo o Brasil. 

"Parte-se do pressuposto que isso acontece porque, no final das contas, seus próprios genes não estão envolvidos no assunto. Onde quero chegar? Biologicamente, é muito bom ver seu concorrente biológico (mesmo que ele esteja na TV) se estrepando, ao passo que quem assiste está em relativa segurança, bem longe dali", diz.

Reprodução/TV Globo
Ver nossos concorrentes biológicos sofrerem aparentemente deixa nosso instinto feliz Imagem: Reprodução/TV Globo

Para o especialista, o "Big Brother" faz sucesso no Brasil e no mundo justamente porque o espectador já tem nele essa "situação da vantagem" em comparação aos confinados.

"Guardando as devidas proporções, não é pior do que assistir ao "Masterchef", por exemplo. Nesse tipo de programa, ele sempre vai torcer para alguém se dar bem ou mal, como em um grande espetáculo", diz.

De acordo com Champlin, ver o outro se dar mal é ótimo porque "diminui a concorrência" e, do ponto de vista biológico, nos traz conforto por gerar dopamina. "Se o meu vizinho levar um tapa no meio da cara quando estiver entrando em casa, por exemplo, lá no fundo vai ser muito bacana, exatamente porque 'diminuiu a concorrência'", exemplifica.

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