Comportamento

9 verdades e 1 mentira: jeito novo de jogar confete em si mesmo no Facebook

Getty Images
Por mais que se diga querer apenas brincar, o desafio coloca a pessoa em evidência e isso dá prazer Imagem: Getty Images

Adriana Nogueira

Do UOL

19/04/2017 16h02

Você pode até não ter feito a sua lista, mas, com certeza, já esbarrou com alguma no Facebook. Para quem –sabe Deus como– não tem ideia do que se trata, é um desafio que consiste em enumerar nove fatos verdadeiros aparentemente improváveis sobre si mesmo e, no mesmo tom, uma mentira. 

Há aqueles que torcem o nariz e não participam, mas os que mesmo de fora enxerguem como exibicionismo e cutuquem com “não consigo pensar em verdades tão interessantes sobre mim mesmo”. O UOL resolveu colocar a nova mania da internet no divã: está todo mundo só querendo aparecer, mesmo?

“Por mais que se argumente ter entrado pela brincadeira no desafio, ele atrai atenção, coloca a pessoa em evidência, que é uma das funções básicas das redes sociais”, afirma o psicólogo Yuri Busin.

Antes que alguém se sinta no paredão, procurar esse tipo de sensação com as redes sociais é até biologicamente explicável.

Pesquisadores das universidades de Harvard e Cambridge, nos Estados Unidos, descobriram, em 2012, que o ato de postar algo nas redes sociais dispara no cérebro a liberação de dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer.

O contador de causos

A necessidade de estar em evidência não foi inventada pelo Facebook e afins. Basta pensar naquele sujeito que, em uma festa qualquer, reúne gente em torno de si contando causos e façanhas.

“A questão é que com as redes sociais é mais fácil você se expor”, afirma a psicóloga e terapeuta familiar Marina Vasconcellos.

A especialista até diz achar possível que há quem entre na onda apenas para brincar mesmo, sem ter como objetivo se exibir. “A pessoa pode não ter pensado em contar vantagem, mas nada garante que ela não será vista assim por quem a ler nas redes sociais.”

Na opinião dela, esse é um dos pontos: a comunicação nessas plataformas também depende de como quem a receber irá interpretar. “Cada um tem seus filtros e vai aplicá-los na hora de ler.” Para Marina, quem aderir à brincadeira tem de estar pronto para entender que tanto pode ser acolhido quanto criticado.

Yuri Busin afirma que não há mal algum em querer usar a brincadeira para tirar dela prazer por ser alvo de atenção. “O uso das redes sociais só se torna negativo se a pessoa só se pauta por elas. Quando interage apenas no ambiente virtual.”

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