Comportamento

5 atitudes que você tem no trabalho e deveria aplicar também no amor

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Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

20/04/2017 04h00

Para dar conta de todos os papéis que temos de encarar na vida --pais, filhos, parceiros, profissionais, amigos etc.-- agimos de diferentes maneiras, conforme a situação. Na carreira, por exemplo, é comum ter mais tolerância na interação com os colegas do que em casa, com o par. “No trabalho, a tendência é refletir antes de agir, ponderar, pensar nas consequências. É na intimidade que colocamos mais para fora o nosso lado B, a nossa sombra, principalmente porque os relacionamentos amorosos podem mobilizar emoções e sentimentos como desejo, medos de abandono e rejeição, ciúmes e controle”, observa a psicóloga Rosalina Moura, da Rumo Saudável, empresa especializada em soluções para o gerenciamento do estresse, de São Paulo (SP).

Para o bem-estar da relação é importante que ela também seja alvo do exercício da tolerância que tanto mostramos na empresa. Conheça, a seguir, alguns exemplos:

1. Falar claramente o que deseja

Na empresa, é comum comunicar o que desejamos de forma clara e objetiva, mas na intimidade esperamos que o par adivinhe nossos desejos. Para Rosalina Moura, é sinal de imaturidade acreditar que o outro possa “ler a nossa mente”. Por mais tempo que as pessoas estejam juntas, muitos conflitos, frustrações e mágoas acontecem por conta da falta de comunicação. “Ela tem a ver com a ideia fantasiosa de que, se o outro me ama, ele sabe o que eu quero, sinto e penso. Faz parte de um desejo de unidade com o outro, nem sempre consciente. Isso não tem o menor sentido racional, mas muitas vezes agimos assim”, explica. Para a psicóloga clínica Cynthia Wood, de São Paulo (SP), a autoridade representada nas relações de trabalho é de mão dupla: cobramos e somos cobrados e, como há um objetivo a ser cumprido, as interações se tornam mais objetivas. “Em um relacionamento saudável não há relação de autoridade e tudo se torna mais subjetivo, mesmo quando ambos têm objetivos em comum. Mas esperar que o par adivinhe seus desejos é sinal de falta de conhecimento e má comunicação entre os dois”, avalia.

2. Ter mais paciência com as chatices

Suportamos dia após dia as manias chatas dos colegas de trabalho --falar alto ao telefone ou exagerar na dose de perfume, por exemplo--, mas implicamos com o par por besteiras. Segundo Cynthia Wood, no ambiente de trabalho, mesmo havendo inconvenientes, não temos intimidade suficiente para fazer algumas críticas. “Há, ainda, o receio de ser visto como alguém que não mantém foco no objetivo do trabalho. Também nos conforta saber que a situação incômoda não durará para sempre”, explica. Nas ligações afetivas, por trás da reclamação há a intenção de mudar o outro. “Se queremos passar muito tempo com a pessoa amada sabemos que teremos que conviver com aspectos dela de que não gostamos e por muito tempo, talvez para sempre, então aproveitamos a intimidade para fazer essas críticas, na esperança de mudar ou diminuir esse comportamento”, diz a psicóloga. A maneira de reclamar, no entanto, faz toda a diferença. “Quando colocada de forma coerente e respeitosa, com o intuito de resolver algo ou contribuir, a crítica tende a ser mais bem aceita”, ensina Rosalina.

3. Ouvir críticas até o fim e refletir a respeito

No amor, costumamos interromper o outro e tentar devolver na mesma moeda. A aceitação das críticas no trabalho pode ser por receio de represália ou por querer demonstrar a complacência de quem está crescendo profissionalmente. “Nos relacionamentos, embora haja o movimento de querer agradar ao outro, muitas vezes há uma rivalidade, mesmo que inconsciente, sobre a manutenção de espaços e liberdades. Quando esses espaços e liberdades são ameaçados com críticas, muitas pessoas retaliam para a manutenção da sua posição”, afirma Cynthia. Já a coach e terapeuta Ana Rosa Andrade, de São Paulo (SP), aponta que no trabalho nem sempre temos a opção de discordar, mas no relacionamento não queremos ouvir nada que não seja de acordo com o que achamos certo. “É importante ter o mesmo cuidado e atenção com par para que a relação seja duradoura”. É necessário investir na assertividade e saber ouvir sem deixar que a raiva tome conta. Se os ânimos estiverem exaltados, melhor continuar a conversa depois.

4. Investir tempo e energia

As pessoas tendem a investir muito no desenvolvimento profissional com cursos, especializações, contatos e livros. No amor, porém, muitas esperam receber muito e têm pouca disposição para se doar. Refletir sobre os rumos da relação, avaliar se o romance pode melhorar e como promover essa evolução, analisar a própria responsabilidade para o sucesso do relacionamento, entre outras atitudes, são ações que todo mundo deveria colocar em prática na vida amorosa.

5. Prestar atenção aos detalhes

No escritório, ficamos com as “antenas” ligadas praticamente 100% do tempo. Fofocas, prazos, conversas alheias, dados que possam ser importantes... Nada nos escapa. Em casa, porém, nem sempre damos a devida atenção às histórias que o par nos conta ou a informações como o dia da consulta médica ou a festa de aniversário da sogra. “Relações profissionais demandam mais da nossa atenção devido ao valor que damos às consequências. Mesmo não vendo a pessoa amada como alguém que pode nos ‘demitir’ por conta de um erro bobo, devemos nos manter atentos o tempo todo, pois isso pode gerar resultados desastrosos e sequelas na relação”, completa a psicóloga Cynthia Wood.

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