Relacionamento

Fala que nem criança com seu par? Veja se não está tratando ele como filho

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Acredite: seu par pode fazer a própria mala Imagem: iStock

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

19/05/2017 04h00

Quem ama, cuida. Ok, mas há quem exagere na dedicação ao amado, e chega a tratá-lo como filho (pequeno, ainda por cima!). Com o tempo, a relação fica sufocante e problemática: por mais que os mimos sejam bacanas, até mesmo a mais comodista das pessoas vai querer "respirar”.

Foi que aconteceu com o administrador Paulo Silva, 33 anos, que deu um ultimato à mulher depois de alguns meses casados. "No começo, tanto cuidado era bom, mas nossa relação estava virando uma extensão do que eu tinha com minha mãe. Decidi conversar. Eu me sentia sufocado, principalmente porque ela ligava dezenas de vezes por dia para saber se estava tudo bem", conta. No início, a mulher de Paulo ficou chateada, mas depois entendeu, pegou mais leve e tudo melhorou.

Mas como saber se você está exagerando mesmo? Veja se você tem os cinco hábitos abaixo. Se sim, apenas pare! Eles são sinais de que os cuidados estão além da conta:

1. Comprar tudo de que o outro precisa

Estamos falando de tudo mesmo, até cuecas, produtos de higiene, remédios... Muitas vezes, nem é por necessidade, e sim só para mimar o outro. 

2. Cuidar do par como se fosse uma criança

Outra mania é se preocupar demais com a saúde do outro, ao ponto de perguntar coisas de mãe ou avó, como "Está levando um casaquinho?". Vigiar os hábitos alimentares e de sono dele também é uma atitude preocupante, assim como cuidar de sua agenda, lembrando compromissos.

3. Achar que sabe mais do que o par precisa do que ele mesmo

Ainda que seja de maneira inconsciente, quem faz isso quer controlar o parceiro e deixá-lo totalmente sem voz, dependente. Exemplos: responder antes dele a uma pergunta feita para ele, impedi-lo de fazer escolhas (desde o prato do restaurante até o seriado no Netflix), direcionar a vida dele para objetivos que você acha importantes...

4. Superproteger e defender o outro cegamente

Atitude típica: encarar o chefe e os colegas de trabalho do par como “malvados” e “vilões” e colocá-lo no papel de vítima injustiçada, mesmo quando ele está errado. Que nem mãe coruja, você acredita que o parceiro merece mais da vida e do emprego e o mima, provocando uma visão distorcida da realidade.

5. Usar nomes, apelidos ou linguagem infantilizados 

Por mais fofo e grudento que um casal seja, há limites, ainda mais entre adultos. E se só um dos dois age assim, alguma coisa pode estar errada.

 

Fontes: Alessandro Vianna, psicólogo clínico de São Paulo (SP); Marilena Bigoto, psicóloga e diretora do ESEDES (Espaço Elaborado para o Desenvolvimento e Essência do Ser); Yuri Busin, psicólogo e diretor do CASME (Centro de Atenção à Saúde Mental Equilíbrio).

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