Comportamento

Contrair vagina no sexo ajuda a chegar ao orgasmo, veja outras técnicas

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Gabriela Guimarães e Marina Oliveira

Colaboração para o UOL

27/05/2017 04h00

Chegar ao orgasmo pode ser difícil para muitas mulheres. Um estudo divulgado em 2016 pelo Projeto de Sexualidade da Universidade de São Paulo apontou que isso é realidade para 55,6% das brasileiras. Na maior parte dos casos, é simples mudar isso -- e algumas técnicas podem ajudar:

Explorar a própria vagina

Para algumas mulheres, a vagina é uma das partes mais desconhecidas do corpo. A ONG britânica The Eve Appeal, que trabalha a conscientização sobre os tipos de câncer do sistema reprodutivo, pediu, durante um estudo, para mil mulheres apontarem em um desenho de livro de biologia onde ficava o órgão. Entre as entrevistadas, com idades de 26 a 35 anos, metade não sabia o lugar certo. Essa falta de intimidade com o próprio corpo, é claro, influencia no prazer. Para vencer a barreira do desconhecimento, o primeiro passo é colocar um espelho entre as pernas e explorar a própria vagina.

Investir na masturbação 

Para ter um orgasmo com alguém, é preciso ter atingido o clímax antes, sozinha. “Muitas mulheres acham isso perda de tempo e desvalorizam o próprio prazer”, diz a sexóloga Lelah Monteiro. Beatriz*, 20 anos, comprovou que a estratégia funciona. “Antes, só o cara gozava e eu, não. Então, comecei a me masturbar e a entender mais sobre o meu corpo e o que me dava prazer. A partir daí, parece que eu tomei mais coragem, sabe? Comecei a mandar a real para os caras: de forma bem objetiva, fui guiando eles e dizendo o que me favorecia”, conta a estudante.

Explorar o corpo todo

O orgasmo feminino não está associado apenas ao sexo vaginal, com penetração. “Trabalhar outros focos sensoriais pelo corpo, além do genital, facilita a excitação”, diz a psicóloga Quetie Mariano, do Centro de Referência da Saúde da Mulher do Hospital Pérola Byington. Nas mulheres, a parte interna da coxa, a região abdominal -- quatro dedos abaixo do umbigo --, o pescoço, a nuca, o colo e os seios são regiões muito receptivas. Estímulos aplicados ao períneo -- o espaço entre o ânus e a vagina -- também costumam gerar muito prazer.

Estimular a lubrificação

A penetração a seco não é nada agradável. Para favorecer a lubrificação natural, o par pode fazer uma massagem nos pequenos lábios, usando o polegar. Mas, se achar que a umidade interna não é suficiente, também vale recorrer aos lubrificantes à base de água.

Fortalecer a musculatura da região

Fazer exercícios que fortaleçam a musculatura da vagina aumenta a sensibilidade local. Para começar, você pode contrair os músculos quando vai ao banheiro. “Logo após o xixi, a mulher pode colocar dois dedos na vagina, contrair e ficar tentando apertar. Peço para as minhas pacientes fazerem isso três vezes ao dia, com dez repetições”, diz o ginecologista Marcelo Ponte. Também funciona como exercício tentar parar o fluxo da urina sem contrair os músculos abdominais, da coxa ou das nádegas.

Contrair a vagina durante o sexo

A recepcionista Celina*, 22 anos, só conseguia gozar quando se masturbava sozinha. Até que um dia, durante o sexo oral, ela chegou ao clímax. “Fui analisar o que tinha acontecido de diferente e percebi que eu tinha contraído os músculos da vagina no movimento de ‘abre e fecha’, enquanto o clitóris era estimulado”, conta.

Acertar a posição

É mais fácil chegar lá em uma posição que permita estimular o clitóris. A que a mulher se senta em cima e de frente para o parceiro, entrelaçando as pernas na cintura dele, é uma das melhores. Assim, o pênis alcança a parte anterior da vagina -- um ponto excitante para as mulheres --, ao mesmo tempo em que o clitóris é estimulado pela fricção com o púbis do homem. Na posição “papai e mamãe”, a mulher também pode fazer um “V” invertido, com os dedos indicador e médio, e encaixar no pênis. Assim, durante o movimento da penetração, a mão vai esbarrar no clitóris, ajudando a disparar o orgasmo.

*Os nomes foram alterados para preservar a identidade das entrevistadas.

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