Relacionamento

Por que é ótimo Cauã e Grazi terem ido com novos amores à festa da filha?

Marcello Sá Barretto/AgNews
Cauã Reymond e a namorada, Mariana Goldfarb, chegam para a festa de cinco anos da filha do ator, no Rio Imagem: Marcello Sá Barretto/AgNews

Denise de Almeida

Do UOL

29/05/2017 22h15

Na festinha dos cinco anos de Sofia, no último domingo (28), os pais Grazi Massafera e Cauã Reymond, que se separaram em 2013, foram acompanhados de seus respectivos novos amores. Hoje, o ator está em um relacionamento com a modelo Mariana Goldfarb, enquanto a atriz namora o empresário Patrick Bulus.

Apesar de nem sempre a cena ser comum, o bom relacionamento com o antigo par após a separação é fundamental para que os filhos não sofram, garantem as especialistas ouvidas pela reportagem do UOL.

"A saúde psicológica da criança vai depender disso. É importante que os pais passem uma mensagem de segurança, de que eles se dão bem e de que eles são os pais. Afinal, não existe ex-pai nem ex-mãe. Quando o casal se separa, é importante que se consiga separar o papel de pai e mãe do de marido e mulher", explica Cristiane Pertusi, doutora em psicologia e terapeuta de casais e famílias.

Gabriela Malzyner, psicanalista e psicóloga do Instituto Pensi, do Sabará Hospital Infantil, enfatiza que o respeito mútuo entre os pais é muito importante e interfere no bem-estar da criança. No entanto, não é preciso querer ser amigo do ex.

"Você não precisa querer ser íntimo daquela pessoa, mas deve lembrar que há um filho para ser criado em comum e, para que esse filho cresça bem e feliz, é preciso garantir algumas coisas. A harmonia entre os pais também faz parte de uma boa educação da criança. Se ela pode observar isso nos pais, ela pode se sentir mais confiante e confortável", diz Gabriela.

Filhos aprendem mais com o que você faz do que com o que diz

Fabio Moreno/AgNews
Foto de 2015 mostra Grazi e Sophia brincando em shopping do Rio Imagem: Fabio Moreno/AgNews
Cristiane conta que as crianças conseguem diferenciar se a separação acontece de forma tranquila ou não, mesmo que as brigas não aconteçam na frente dela. "A criança percebe subliminarmente o conflito, por conta de outros sinais. Até porque a criança é muito mais sensorial ou intuitiva do que lógica. O mundo da criança é percebido pelo não-verbal. Para a criança, a sensação de confiança vem por essas atitudes, por essa harmonia que às vezes ela presencia", afirma a especialista.

Quando está no meio de um ex-casal que não mantém um bom relacionamento, a criança pode ficar mais irritada, sentir-se culpada pela discórdia e responsável pelo mal-estar entre os pais, segundo Gabriela. "Ela pode carregar uma série de angústias que não são dela, são do outro. Obviamente isso gera ansiedade e aflição, ainda na infância", explica.

Para Cristiane, o problema de uma criança não elaborar uma separação é o que ela capta dos pais. "Ela está aprendendo com o mundo. Ela não sabe ainda se aquilo é traumático, se é errado ou não. Vai ser aprendido a partir do que os adultos passarem para ela. Seus filhos aprendem mais com o que você faz do que com o que você diz", conta.

A criança se adapta às novas configurações de família

Quando novos personagens são inseridos na história do ex-casal, não é preciso ter medo de que a criança fique confusa, explica Cristiane. "A criança se adapta àquela configuração que agora existe. Ela pode se sentir amada mesmo tendo uma configuração familiar diferente do que era quando os pais estavam juntos".

Filhos de casais que não se entendem podem sofrer mesmo anos depois, na vida adulta, ao repetir esse padrão de brigas em seus futuros relacionamentos amorosos. "A gente costuma se identificar e se espelhar nos modelos que a gente tem, é a prática. Ao mesmo tempo, também pode sentir aquilo como aversivo e dizer que não quer de jeito nenhum repetir isso. Mas, se ela não parar para pensar e avaliar, ela pode repetir esses modelos com facilidade", analisa Gabriela.

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