Comportamento

Quer que sua relação dure? Fale de dinheiro logo no começo do namoro

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Vocês são almas gêmeas financeiras? Imagem: Getty Images

Gabriela Guimarães e Rita Trevisan

colaboração para o UOL

04/08/2017 04h00

Ter valores e objetivos próximos quando se trata de dinheiro e das conquistas materiais facilita muito a convivência. Afinal, quando um adora poupar e outro adora gastar, os conflitos são inevitáveis. Mas vocês conversam sobre grana? Investimentos para o futuro? Deveriam!

Logo nos primeiros meses de namoro, o assunto tem que aparecer nas conversas do casal. Pode até não ser um tema romântico, mas a verdade é que, ao iniciar logo cedo esse papo, os dois poderão se preparar melhor para evitar conflitos futuros –caso decidam ficar juntos.

Segundo Mauro Calil, planejador financeiro do Banco Ourinvest, quando duas pessoas incompatíveis decidem conviver é comum que, com o tempo, um se sinta cansado de trabalhar pela construção de um padrão de vida determinado, enquanto o outro parece remar contra. “O que gasta muito também sofre, pois sente que poderia curtir muito mais a vida se não tivesse alguém para freá-lo”, explica.

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Jogo aberto!

Para saber se vocês terão um problema, faça perguntas certeiras, sem medo de ser feliz. Por exemplo: “Gosto desse restaurante, mas é caro. E você?”. Do outro lado podem vir respostas como: “É caro, mas dinheiro serve para gastar” ou “Verdade, não dá para jantar aqui todos os dias”. É assim que começam a surgir pistas do tipo de relação que a outra pessoa tem com dinheiro.

Outro comentário interessante, sugerido pelo planejador financeiro, é a seguinte: “Estou cotando a renovação do seguro do meu carro. Nossa, como aumentou!”. Em resposta, você poderá ouvir algo como: “Posso passar o contato do meu corretor para ajudar” ou “Para que fazer seguro?”.

Informações objetivas ajudam a criar uma imagem mais real do par, em uma fase em que ainda rolam pré-julgamentos. “Não é porque a pessoa usa roupa e perfume caro que ela gasta demais. Pode ser que compre tudo em outlets, nas viagens que faz pela empresa ao exterior, por exemplo”, diz Calil.

Quando o casal começar a falar em comprar bens em conjunto --uma casa ou um carro, por exemplo-- a total transparência sobre a renda de cada um e os hábitos de consumo individuais vai tornar mais fácil seguir em frente com a relação. “Se há planos em comum, não dá mais para se omitir quanto se ganha e quanto se gasta, isso tem que vir para a mesa”, afirma Reinaldo Domingues, PhD em educação financeira, do Canal Dinheiro à Vista.

São incompatíveis? Tudo bem...

Mesmo notando uma grande incompatibilidade de gênios, ao menos para o que diz respeito às finanças, apostar na continuidade do romance é uma opção. Mas é preciso saber que, nesse caso, a convivência exigirá mais esforço para evitar brigas e construir um patrimônio sólido. Antever problemas é melhor do que parece. “O casal, sabendo que é incompatível, fará acordos prévios, definidos a partir de um consenso. O cumprimento desses combinados será decisivo para o futuro do casal”, diz Everton Lopes, escritor, especialista em finanças pessoais.

Acordos, aliás, são necessários sempre, mesmo entre os que se entendem bem em relação às finanças. Afinal, vindo de famílias diferentes, ambos terão hábitos que não batem e que precisarão ser alinhados, em algum momento. “Se os dois vão construir uma vida única, com um único orçamento, precisamos chegar a um consenso sobre o padrão de vida que vão adotar, o que vão priorizar e o quanto vão guardar, por exemplo”, diz Reinaldo.

Isso implica em ceder. Os sonhos compartilhados normalmente motivam o casal a deixar de lado alguns hábitos personalistas. Por isso, é importante que ambos tenham claro quais são os objetivos individuais e os do casal, quanto eles custam e quais são as estratégias para viabilizá-los. Nesse ponto, alguns casais combinam que a conta corrente e as aplicações serão as mesmas, para onde serão direcionados todos os recursos.

Outros preferem continuar com suas contas e reservas separadas, mantendo um outro canal para o financiamento dos sonhos em comum –e para o pagamento das contas, quando já estão morando juntos. O modelo pouco importa, desde que haja um consenso sobre os planos estabelecidos e a responsabilidade de cada um.

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