Comportamento

6 mandamentos para morar junto e não surtar no primeiro mês

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As dicas servem para casais, amigos e quem mais for morar sob o mesmo teto Imagem: Getty Images

Por Gabriela Guimarães e Rita Trevisan

Colaboração para o UOL

07/08/2017 04h00

Como acontece com toda mudança, a fase de adaptação é a mais difícil. Mas se antes de encostar o caminhão com a sua mudança ou receber a do outro vocês já tiverem feito um acordo, ótimo! Alguns pontos devem ser respeitados nesse novo esquema e muitas tretas serão evitadas. Como consequência, vocês vão curtir mais juntos. E é essa a proposta, certo? 

1. Serás transparente, acima de todas as coisas 

Por maior que seja a empolgação com a ideia de fazer dar certo, entre nesse barco sabendo que a sua individualidade não está em jogo. Em um relacionamento sadio, o ideal é que ambos continuem tendo a liberdade de se expressar e de fazer escolhas exatamente como antes, porém, com o cuidado de perceber quando alguma atitude afeta o outro. “A relação é uma grande oportunidade de amadurecimento. Quando começamos a enxergar algumas situações pela perspectiva do outro, nos surpreendemos, muitas vezes positivamente”, afirma a psicóloga Vanessa Tamiello, pós-graduada pela Universidade de São Paulo. É importante que, desde sempre, os limites individuais estejam claros e que cada um saiba até onde pode ir.

2. Pagarás as contas da casa em dia

Você pode, tranquilamente, atrasar o boleto do seu curso, mas nada de esquecer de pagar a conta de luz e, por descuido, tornar-se o responsável por um apagão. Esse é o tipo de coisa que pode deixar a relação no escuro. Para evitar crises, é importante que ambos tenham definido, em consenso, quais despesas cada um terá que pagar. E que os compromissos assumidos sejam seguidos à risca. 

3. Não travarás DRs em vão

Tudo bem que as diferenças ficarão mais evidentes na convivência diária. Mas não vale discutir a relação o tempo todo, cada vez que algo não atende às suas expectativas. “Pense que não há certo e errado. Um terá que aprender a aceitar o ponto de vista do outro e, se necessário, ponderar sobre a melhor alternativa, caso a caso”, afirma a psicóloga Tatiane Nascimento, especializada em neuropsicologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. A DR deve ser um momento solene, totalmente fora da rotina, reservado para tratar questões relevantes, e com calma! “O intuito da DR não é atacar, criticar ou destruir, mas descobrir uma solução”, diz Camila.

4. Não cobiçarás as senhas do próximo

Não é porque vocês decidiram dividir o teto que devem compartilhar tudo –senhas particulares, perfil da Netflix e outras coisas muito íntimas. Se um certo nível de cumplicidade é tudo de bom, o excesso dela pode sufocar a relação. Na opinião da psicóloga Camila França, ter hábitos, interesses, rotinas e contas separadas não é empecilho para a convivência, ao contrário, pode torná-la mais interessante. “O único cuidado é que a individualidade não se torne individualismo e prevaleça sempre”, afirma Vanessa.

5. Guardarás as bagunças que fizeres 

Se você é uma pessoa organizada, pode pular para o próximo tópico. Agora, se não é, leia com atenção. Largar o sapato no meio da sala ou a cueca no registro do chuveiro estão no top 10 das razões para discussões entre pessoas que moram juntas, em todas as partes da galáxia. Não tem jeito: bagunceiros terão que fazer um esforço para guardar suas próprias tralhas, mesmo que seja dentro de um armário que, se for aberto, cause uma avalanche. Outra possibilidade é pagar alguém para fazer o serviço com o qual você não tem a menor intenção de colaborar. Só não vale jogar tudo no colo do outro e ainda esperar que isso dê certo. 

6. Respeitarás o bode do outro

É facinho oferecer um ombro amigo quando o outro é despedido do trabalho ou perde um amigo querido de infância. Mas sabe aquelas situações que produzem emoções intensas no outro e você simplesmente não consegue compreender? Tipo: o time da pessoa perdeu a final do campeonato e ela está em prantos! É nessas horas que é preciso ter paciência. E mais paciência. “Quando alguém está vulnerável, é preciso ser compreensivo e tentar acolher”, diz Vanessa. Na dúvida sobre a sua capacidade de fazer isso, apenas invente um compromisso urgente e volte depois de algumas horas. Vai funcionar.

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